quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Diversos enfartes renais em cão

Enfarte é uma área de necrose circunscrita consequente a obliteração súbita de um vaso sanguíneo que irriga uma região sem adequada circulação colateral. Esta necrose é do tipo coagulativa mas o tecido afetado eventualmente passa por toda série de alterações para a morte tecidual. Alguns autores chamam de enfartamento hemorrágico à necrose hemorrágica proveniente da obstrução de uma veia. Os enfartes são geralmente devido a interferência com a circulação arterial mas podem ser produzidos por obstrução venosa. Pode-se descrever dois tipos de enfarte: os brancos ou isquêmicos ou anêmicos e vermelhos ou hemorrágicos como demonstrado nas fotografias. Na fase inicial praticamente todos os enfartes são vermelhos devido a hiperemia e a hemorragia de intensidade variável, que inunda a área enfartada. Os enfartes anêmicos são geralmente exangue e resultam de obstrução arterial em órgãos com circulação fisiologicamente terminal, tais como os rins mostrado nas fotos, coração, baço e cérebro. As embolias e as tromboses são as causas mais frequentes de enfartes. Além desses fatores citados podem causar enfartes todos os fatores capazes de provocar obstrução de uma artéria, como as compressões neoplásicas, os processos inflamatórios, etc. Macroscopicamente a maioria dos enfartes tem a forma cuneiforme com o ápice do ponto da embolia ou da trombose e com a base na superfície do órgão como pode-se observar nas fotos. 


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Peritonite fibrino hemorrágica em bovino

A peritonite fibrino hemorrágica difusa aguda como neste bovino se apresenta na maior parte nos casos de hemoglobinuria por clostrídios, em alguns casos de carbúnculo enfisematoso e nas septicemias pasteurelósicas. Pode-se observar uma deposição de fibrina sob a forma de filamentos avermelhados ou amarelados na serosa, e quando esta fibrina era retirada, verificava-se que a serosa estava opaca, turva, avermelhada, com petéquias e, eventualmente edemaciada. Este processo não era puramente fibrinoso e a fibrina se associava à uma grande quantidade de hemorragias, daí a nomenclatura fibrino hemorrágica.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Passagem de larva em figado de suíno

Mostra-se nesta foto um fígado de um suíno com lesões características feitas pela passagem de larva de Ascaris suis. Observa-se manchas leitosas provocadas pela passagem de larvas de Ascaris suum durante o ciclo evolutivo, dando ao órgão uma aparência indesejável tornando-o impróprio para o consumo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Hepatite cronica em uma vaca

As inflamações do figado recebem o nome de hepatite e quanto a sua etiologia podem ser bacterianas ou virais. Nesta hepatite postada refere-se a uma hepatite cronica, inclusive com abscessos como demonstrado nas fotos, e foi observado uma diminuição de um dos lobos hepáticas devido a infiltrabilidade de tecido conjuntivo fibroso que por si só merece a classificação de cronicidade.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Metástase pulmonar e pleural de um carcinoma mamário

Na fotografia observa-se nódulos de tamanhos variáveis do coloração brancacenta no pulmão e pleura pulmonar devido a uma metástase de um carcinoma ou tumor misto mamário em uma cadela sem raça definida. Observa-se o tumor misto na glândula mamaria da cadela, onde houve reprodução fiel e fidedigna deste tumor ao nível de pulmão e pleura pulmonar.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Cisto urinário em uma vaca mestiça

É um tipo de degeneração hidrópica ou vacuolar, onde a água se acumula no citoplasma das células, sendo um distúrbio do metabolismo das proteínas. Esta degeneração pode ocorrer na epiderme, em epitélios glandulares, em numerosos tumores epiteliais, nas células nervosas, nas fibras musculares e no epitélio renal como o caso aqui abordado. Geralmente apresenta-se como vesículas repletas de líquido aquoso que variam de tamanho como demonstrado na foto. Os melhores exemplos de degeneração hidrópica se vê nas queimaduras, e nas enfermidades virais com febre aftosa. 

Abscesso hepático em bovino

A forma mais comum da hepatite supurada em bovinos é na forma de abscessos no fígado. O abscesso é uma coleção circunscrita de pus. Depois de formado, a coleção purulenta é circunscrita por uma parede ou cápsula de tecido fibroso (membrana piogênica) que separa do tecido circunvizinho. O tamanho dos abscessos hepáticos variam desde milimétricas até centimetricas como mostra a foto ao lado que o abscesso tinha aproximadamente 6 cm de diâmetro. Este pus dos abscessos pode ser branco, amarelo, verde, vermelho ou azulado, dependendo da espécie animal e do agente etiológico. Estreptococos e estafilococos geralmente produzem pus branco ou amarelo. Os germens da piobacilose particularmente aqueles encontrados nos bovinos, produzem um pus de cor esverdeada, e também tem esta cor azulada ou esverdeada nas infecções por P. aeruginosa. O pus é avermelhado quando existe sangue no exsudato.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Enfarte renal anemico em bovinos

Os enfartes são classificados segundo sua aparência em enfartes brancos ou isquêmicos ou anêmicos (foto ao lado) e vermelhos ou hemorrágicos. Estas designações referem-se à lesão plenamente constituídas. As embolias e tromboses são as causas mais frequentes de enfartes, emboras todos os fatores capazes de provocar obstrução de uma artéria podem causar enfarte. Ao corte esta lesão do enfarte tem um aspecto cuneiforme devido à distribuíção vascular em leque. A base do cone é a superfície do órgão e o ápice corresponde à sede da embolia ou trombos. 

Cisticercose em músculo de bovino

Cisticercose é uma parasitose provocada pelo Cysticercus spp, caracterizada pela presença de cistos que parecem verdadeiras vesículas compostas de cápsula dupla, com a presença de um líquido citrino e o scolex parasitário medindo alguns milimetros e até centimetro como demonstrado na foto ao lado. É encontrado nos musculos masseterianos, lingua, coração, diafragma, peritoneo e sistema nervoso central.