quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Displasia da anca ou acetabular

 Também denominada displasia coxo femoral é um defeito de certa importância no cão, espécie em que é de origem genética acometendo principalmente o Pastor Alemão. mas também o Poodle e o Labrador. Pode também aparecer no suíno e no coelho e finalmente no homem. A anomalia caracteriza-se fundamentalmente pela falta de acomodação da cabeça do fémur ao acetábulo, podendo ser unilateral ou bilateral. Os raios X indicam extra ordinário achatamento da cabeça do fémur. A alteração pode estar no acetábulo e consistir em seu encurtamento, caso em que este não consegue envolver a cabeça do fémur. Há, em consequência da malformação, luxação ou subluxaçao, necrose da cabeça do fémur e formação de falsa articulação. O meio ambiente influi sobre a manifestação desta alteração. Ao nascimento, as articulações da anca parecem normais, tanto física como radio graficamente. A displasia começa a desenvolver algum tempo depois do nascimento se a cabeça do fémur deixa de manter contacto normal com o acetábulo. Neste momento, a cabeça do fémur e a maior parte do acetábulo são cartilaginosos e as formas das duas partes são facilmente alteradas se elas ficarem permanentemente em stress. A instabilidade desta articulação coxo femoral pode ser causada por herança de um acetábulo superficial, uma articulação femoral com ângulo incorrecto, luxação dos tecidos elásticos que apoiam a articulação como tendões, ligamentos e cápsula articular. A incidência é máxima nos cães pesados e que crescem rapidamente. Não há predominância de sexos na sua apresentação. Os sintomas desta displasia podem aparecer sinais de dores nas articulações a partir de 5 a 6 meses. A enfermidade é melhor diagnósticada radio graficamente (olhar as radiografias ao lado). É extremamente importante a boa colocação para as radiografias e as normativas para projecção ventrodorsal com as patas estendidas. Com frequência pode haver sinais de osteoartrites. A idade óptima para o diagnóstico radiográfico definitivo é dos 24 aos 36m meses. Os tratamentos que aliviam a dor são úteis durante o período de remodelamento da articulação. Recomenda-se a cirurgia. Tem-se desenvolvido técnicas de reposição total da anca com bastante êxito.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Esofagite em cães por Spirocerca lupi.

Esta alteração foi observada no Hospital de Veterinária da Unipac de Uberlândia em necropsia elaborada pelo 5º período de Medicina Veterinária desta Universidade.
 A esofagite primária é rara, porém a esofagite secundária pode desenvolver-se nos pequenos animais por corpo estranho no esófago, feridas, vômitos prolongados ou gastrite grave. Correntemente vem associada à acalasia, mefaesofago e cardioespasmo. Pode desenvolver-se depois de uma cardiopatia ou por irritação causada por instrumentos ou medicamentos, ingestão de substâncias cáusticas, neoplasia e parasitismo por Spirocerca lupi, como demonstrado na fotografia ao lado, onde na fotografia superior mostra-se o nódulo parasitário de consistência firme e macia ao corte de mais ou menos 2 cm de diâmetro, e na fotografia inferior mostra-se o nódulo após seccionado deixando exibir um exemplar da spirocerca lupi.

Epulis fibromatoso periodontal nos cães.

Também denominado fibromatose gengival, fibroma ossificante é uma hiperplasia gengival fibrosa irregular benigna que ocorre nas gengivas, geralmente originada na região dos alvéolo, que afeta uma grande área das bordas das gengivas. É uma estrutura de tecido conjuntivo fibroso, relativamente insensível, vascular, dura, com uma superfície irregular coberta de epitélio como demonstra a fotografia ao lado. A fibromatose pode ter uma base bem ampla, e de uma coloração normal da gengiva e podem alcançar suficiente tamanho como para cobrir completamente as superfícies bucais e labiais dos dentes.Parece existir predisposição desta fibrose periodontal em certas raças braquicéfalicas onde o transtorno se denomina hiperplasia gengival familiar. Este termo epulis às vezes se refere a um tumor da gengiva do cão. Histologicamente este tumor se caracteriza por formas desorganizadas de células gigantes. Este tumor é, sobre tudo, comum nos cães de porte maior, e às vezes passa-se despercebido ou assintomaticos, embora entre a hiperplasia gengival possa acumular alimentos e detritos causando irritação e hialitoses. O tratamento é desnecessário, a não ser que que a fibrose esteja interferindo com a mastigação. Se é necessária a extirpação. parece que a mais satisfatória são as técnicas eletrocirurgicas. Deve-se fazer assepssia oral pelo menos uma semana após cirurgia.