sábado, 9 de março de 2013

Prolapso uterino em uma vaca mestiça

 O prolapso do útero como mostra a fotografia é bastante frequente nos ruminantes e excepcionais em outras espécies. As causas predisponentes na vaca são, sobre tudo, as associadas com hipotonia uterina e também com disritmia das contrações de involução. Entre as circunstâncias predisponentes mais usuais na vaca se encontram a distopia com a tração forçada do feto, a retenção de placenta e a hipo calcemia pós-parto.  O prolapso do útero geralmente ocorre dentro de poucas horas após o parto, quando a cérvix esta aberta e o útero perdeu o tono. O prolapso geralmente é completo e a massa do útero geralmente pende por baixo dos jarretes do animal afetado. Nas vacas o tratamento envolve a remoção da placenta (se ainda estiver presa) como neste caso e a limpeza completa da superfície endometrial. Retorna-se então o útero para a sua posição normal por um de vários métodos. Primeiro deve-se administrar uma anestesia. Se a vaca ficar de pé, deve-se limpar o útero, eleva-lo ao nível da vulva sobre uma bandeja (ou por meio de uma maca segura por dois assistentes) e então coloca-lo por meio da aplicação de uma pressão anterior firme começando na porção cervical e progredindo gradualmente para o ápice. Uma vez recolocado o útero, deve-se inserir a mão na extremidade de ambos os cornos uterinos para se certificar de que não haja uma invaginação remanescente. Se a vaca ficar em decúbito, deve-se posicioná-la com os quartos posteriores elevados para movimenta-la para uma área inclinada ou para coloca-la em decúbito esternal com as patas traseiras estendidas para trás.  O prognóstico depende do grau de lesão e de contaminação do útero. A reposição imediata de um útero limpo e minimamente traumatizado permite um prognóstico favorável. Em alguns casos, a bexiga e os intestinos podem prolapsar no útero invertido como neste caso. Isto requer uma recolocação cuidadosa antes da recolocação do útero. Pode-se drenar a bexiga com um cateter ou uma agulha através da parede uterina. Pode-se tornar necessária a incisão do útero para se recolocarem esses órgãos. Na vaca, a amputação do útero severamente traumatizado ou necrótico pode ser o único meio de salvação do animal. O tratamento de suporte e a antibioticoterapia são indicados. Os pólipos uterinos podem dar origem à prolapso uterinos na cadela. Em algumas espécies só sofrem prolapso uterinos previamente gestantes. As sequelas patológicas do prolapso são comparáveis com as da invaginação intestinal, com o trauma como fator complicante.  A congestão e o edema são seguidos de hemorragia, e necrose, e posteriormente gangrena. A ruptura uterina pode dar-se  espontânea, porém em geral resulta da manipulação obstétricas.  Quero agradecer a este posta mento ao colega da graduação da Unipac Uberlândia o acadêmico Clayton Garcia atualmente cursando o sétimo período responsável pelas fotos e as dicas deste posta mento. 






sexta-feira, 8 de março de 2013

Edema da região escrotal de um cão de rua.

No animal sadio o teor de líquido tecidual é mais ou menos constante. Em condições patológicas como o desta fotografia o teor destes líquidos aumentam causando este edema observado na região escrotal deste animal de rua. Em se tratando do caso da foto parecia tratar de um traumatismo nesta região. Sabe-se que os edemas podem ser inflamatórios ou não inflamatório. Neste caso parecia ser não inflamatório. Como era um cão de rua sem nenhum histórico observou-se ao
exame clínico esta tumefação de vários centímetros na região escrotal bastante difusa com exposição do pênis também edemaciado. Esta área edemaciada apresentava uma coloração enegrecida e discretamente avermelhada sugestiva de ter ocorrido ali algum traumatismo. Este local edemaciado afundava-se quando fazia pressão digital sobre a mesma, deslocando o líquido para os espaços teciduais adjacentes, e quando retirado o dedo  a depressão permanecia por alguns instantes até que dava-se o retorno do líquido deslocado sugerindo então a característica macroscópicas de um edema. Toda esta área edemaciada à palpação apresentava-se fria não observando os pontos cardinais de uma inflamação sugerindo então um edema não inflamatório. Quero agradecer meu colega e acadêmico Clayton Garcia da Unipac sede Uberlândia pelo envio das excelentes fotografias possibilitando e autorizando esta postagem e esmolando para ele e toda a sua família muita paz e harmonia.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Hipertrofia renal vicariante.

Hipertrofia significa o aumento do tamanho de um órgão em consequência do aumento das funções celulares. A hipertrofia é sempre uma forma de adaptação das células e dos órgãos frente a maior exigência de trabalho, podendo ser fisiológica ou patológica. A hipertrofia fisiológica ocorre em certos órgãos e em determinadas fases da vida, como a musculatura uterina durante a gravidez. A hipertrofia patológica aparece em consequência de estímulos variados, como por exemplo o rim esquerdo do animal estava com insuficiência grave ou mesmo com agenesia ou aplasia renal unilateral, e em consequência houve uma hipertrofia compensatória ou vicariante do rim direito.
Hipertrofia renal é qualquer aumento de volume no rim.
A hipertrofia renal bilateral é excepcional. A unilateral é encontrada quando existe perda ou mau funcionamento do outro rim. Esta hipertrofia unilateral é denominada compensatória ou vicariante. Nas fotografias ao lado observa-se uma hipertrofia renal unilateral direita, onde o rim direito esta extremamente maior que o esquerdo.