O diagnóstico é feito e confirmado pelo isolamento e cortes histopatológicos. As formas ou estágios do T. gondii encontra-se em cistos crônicos principalmente no cérebro, fígado, musculatura cardíaca e esquelética e no olho nesta forma cronica fibrosante como demonstra as fotos ao lado. Estas fotos foram tiradas em uma fazenda denominada Fazenda Veredas de propriedade do casal Maria Edite e Dr. Rogério Rufino, casal este que muito lhes devo pelo incentivo diuturno de minha vida particular e profissional.
sábado, 9 de março de 2013
Toxoplasmose ocular em ave
A toxoplasmose é uma protozoose infecciosa de prevalência extremamente alta em todo o mundo, podendo ser de origem congênita ou adquirida. O seu agente causador é o Toxoplasma gondii. Ocorre no homem, animais de estimação e produção incluindo caprinos, suínos, gatos e como mostra a fotografia em aves. Os sinais clínicos incluem anorexia, edemaciação, palidez, queda na produção de ovos, e fezes esbranquiçadas. O curso da doença pode ser rápido ou prolongado e é freqüentemente fatal. O toxoplasma só pode reproduzir-se se as formas excretadas nas fezes dos gatos forem ingeridas pelos animais.
Ferimento da pele de uma bezerra com fratura da costela
As fraturas na cavidade torácica são bastante incidentes em bovinos, principalmente oriundas de traumas durante o manejo ou permanência dos animais nos pastos. A foto ao lado mostra uma lesão perfurante provocada por um objeto pontiagudo que atravessou a pele e os tecidos adjacentes inclusive quebrando uma costela chegando a atingir o rumem do animal. Devido à contaminação por bactérias na profundidade da lesão são frequentes as infecções e aparecimento de tétano, e por isso é necessário especial cuidado na limpeza dessas lesões, e o animal deve receber um reforço vacinal para o tétano. Nesta lesão como houve comprometimento torácico não deve-se alimentar e nem fornecer água para o animal, já que ele deve ser sujeito o mais rápido possível a um procedimento cirúrgico. Quero agradecer meu grande amigo acadêmico do sétimo período da Unipac de Uberlândia pela foto e o respectivo posta mento.
Ferimento por arame liso em uma potra de 3 meses.
Hoje
em dia no Brasil o arame farpado já possui fama de perigo iminente para cavalos
e nem mesmo se admite a hipótese de usa-lo como cercamento. Entretanto faz-se
necessário desmitificar o perigo atribuído a estas cercas, referentes aos
acidentes ocorridos com animais ver fotografia ao lado. Muitos ainda hoje acreditam que o arame
farpado é o cercamento mais agressivo aos cavalos. Mas até que ponto isso é
verdade. A possibilidade de um acidente em uma fazenda esta sempre presente,
seja qual for o tipo de cerca. Porém, as consequências dos ferimentos
ocasionados pelo arame farpado tem-se provado estatisticamente, menos drásticas
do que as do arame liso, nas mesmas condições de perigo de manutenção. O arame
farpado que espeta o animal ele respeita mais que o arame liso, porque este não estimula tanto medo, pois o animal não tem tanta sensibilidade como no arame liso, portanto o animal psicologicamente tem mais medo do farpado. O arame liso solto
e sem balancins torna-se perigo verdadeiro para o cavalo. Por não possuir as
farpas, o arame liso desliza solto pelo couro do cavalo, podendo ocasionar
cortes rápidos contínuos e profundos,
podendo levar a rompimento de tendões,
de ligamentos e outros ferimentos que podem deixar sequelas. Com o arame
farpado por mais que o cavalo se enrosque e luta para se ver livre o arame não
consegue penetrar tão profundamente. Os principais acidentes com cerca ocorrem
geralmente por descuido, falta de manutenção e manejo incorreto. As partes mais
atingidas são as pernas, mas a foto mostra uma lesão em nível da cabeça com recuperação cirúrgica
Higiene diária é o fator isolado mais importante para promover uma boa
cicatrização dos ferimentos. Isto inclui a limpeza com água e sabão e uma suave
desinfecção. Deve-se fazer a tricotomia dos pelos da região do ferimento. Não
se deve deixar passar mais de cinco horas após o acidente para se elaborar a
sutura da pele para promover uma boa cicatrização. As crostas dificultam a cicatrização, e
aumenta as condições de anaerobiose. Nunca fazer curativos por cima das crostas.
Sempre usar faixas sobre o ferimento para evitar contaminação e principalmente
habronemose que os equinos são bastante susceptíveis. Aconselha-se um reforço
vacinal contra o tétano. Quero agradecer as fotos deste posta mento enviadas
pelo acadêmico do sétimo período da Unipac Uberlândia primeiro semestre do ano de
2013 o meu grande amigo Clayton Garcia.
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