sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Nó nas tripas de um cão jovem

Cientificamente denominado Invaginação, intuscepção ou intussuscepção.
Esta condição patológica consiste na penetração de uma alça intestinal na porção seguinte. A porção que penetra é chamada invaginada ou intussuscepção e a penetrada é denominada intussuscepção ou invaginante. É comum no bovino, ovino, no cavalo, mais rara no suíno e como no caso desta necropsia nos cães. A invaginação é um acidente que ocorre quase exclusivamente no intestino delgado. Às vezes compromete a porção final do íleo. Seccionado longitudinalmente um segmento intestinal com intussuscepção, verifica-se que a porção invaginada está em contato direto com a mucosa da porção invaginante como se observa nas fotografias. A porção invaginante não mostra alterações dignas de nota; entretanto, a invaginada apresenta lesões comparáveis às encontradas no volvo e no estrangulamento herniário. Ocorrem fenômenos de estase, bem como de infartos hemorrágicos e gangrena como demonstrado nas fotografias. Admite-se que a invaginação intestinal esteja ligada a fenômenos disperistálticos (do grego Dys=mal, difícil, peristaltikos=compressor). Durante o desenvolvimento de tais fenômenos, uma porção do intestino provida de movimentos peristálticos exagerados penetra em outra que se mostra atônica. O mesentério é evidentemente repuxado pela porção invaginada, participando assim do processo. O fenômeno parece instalar-se subitamente. A causa pode estar também relacionada com um tumor de mucosa, corpos estranhos, parasitos e enterites, particularmente acompanhadas de graves fenômenos diarreicos, são também causa de invaginação.






sábado, 30 de agosto de 2014

Colangiocarcinoma



Também denominado carcinoma dos ductos biliares ou adenocarcinoma colangiocarcinoma. Sua incidência é relativamente baixa e as espécies mais afetadas são: cães, bovinos, carneiros e gatos. Esta neoplasia pode ocorrer associada a trematódeos do fígado de cães, gatos e bovinos sem entretanto indicar nenhuma relação etiológica. A neoplasia é vista em animais idosos. Macroscopicamente a neoplasia aparece como um crescimento solitário, maciço ou como múltiplos nódulos de vários tamanhos como mostra a foto ao lado. Devido a frequência da sua múltipla localização este tumor pode ser facilmente confundido com metástase de carcinoma intestinal. Geralmente o tumor não é encapsulado. Os nódulos são arredondados, ovoides ou fungiformes apresentando no centro do nódulo uma discreta depressão como demonstrado na fotografia, embora seu contorno seja algumas vezes indistinto devido ao seu caráter invasor. Microscopicamente as células neoplásicas geralmente formam dutos biliares. Estes dutos freqüentemente são dilatados e cheios de mucina. As células são colunares. Não são comuns as figuras de mitose. Os núcleos são alongados ou ovóides e localizam-se na base das células. As neoplasias mais anaplásica mostram arranjamentos menos regular das células nos ductos. Pode haver áreas celulares densas e cordões sólidos de células infiltrante. Nas neoplasias invasoras há abundante estroma fibroso. São frequentes as metástases dos colangiocarcinoma. Comumente se localizam nos linfonódios, pulmão, etc. e são também comuns as implantações do tumor na cavidade peritoneal. Neste caso observado a metástase foi observada no baço como demonstrado na fotografia. Os tumores colangiocelulares podem ser distinguidos da variedade hepatocelular pela sua multiplicidade, firmeza e coloração. Esta necropsia foi realizada pelo 6 º período N1 do curso de Medicina Veterinária da Unitri sede Uberlândia Minas Gerais.

domingo, 8 de junho de 2014

Osteodistrofia fibrosa generalizada em equino.

As manifestações morfológicas em equinos são de um hiperparatiroidismo secundário nutricional. Advêm de dieta rica em fósforo (grãos são ricos em fósforo e pobres em cálcio). Mais comum isostática: clinicamente há claudicação porque periósteo se prende tecido conjuntivo e o animal sente dor.
Hiperostótica é a mais fácil de observar clinicamente: é denominada cara inchada como demonstra as fotos ao lado. Aqui os animais são alimentados no pasto onde as gramíneas são ricas em cálcio e pobre em fósforo, mas também rica em oxalato onde o cálcio está sobre a forma oxalato, dificultando a sua absorção (colonião, e setária). Microscopicamente como demonstra a parte histopatológica tenha grande quantidade de tecido fibroso substituindo o tecido ósseo.