quarta-feira, 2 de março de 2016

Leucose nos linfonodios cervicais e mandibular em bovino

Esta neoplasia maligna em bovinos é denominada comumente de leucose linfoide do bovino. Esta afecção é de razoável importância na patologia bovina por assumir às vezes carácter enzoótico em determinadas áreas. Esta neoplasia incide principalmente sobre as raças leiteiras. Geralmente estes casos são mencionados em bovinos com mais de quatro anos de vida; todavia pode ocorrer em animais jovens, e neste caso pode observar hipertrofia generalizada dos linfonodos superficiais e profundos. Pode ter transmissão horizontal. Há fortes indícios de transmissão hereditária (transmissão vertical) através da placenta ou leite das vacas. O aumento de volume dos linfonodos comprometidos é o sinal clínico mais importante. Estes linfonodos comprometidos são moveis e aparentemente indolores. À necropsia impressionam a hipertrofia dos linfonodos como demonstra as fotos, e quando seccionados, são suculentos, acinzentados ou amarelados e uniformes em seu aspecto, de modo que a cortical e a medular tornam-se indistintas. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Tétano em um bezerro

É uma toxemia causada por absorção de uma neurotoxina especifica em um tecido infectado por Clostridiun tetani que é um anaerobio que se encontra no solo e nos tratos intestinais dos animais e do homem. Quase todos os mamíferos são susceptíveis, e as aves são muito resistente, sendo necessária uma dose da toxina muito maior que nos animais (10000 a 300000 vezes maior que para os bovinos e cavalos). Na maioria das vezes se introduz nos tecidos através de feridas, particularmente feridas profundas e que podem prevalecer condições anaerobias. De todos modos, é frequente nos bezerros, e às vezes sequidas de uma interferência cirúrgica. O período de incubação varia de uma a varias semanas, porém geralmente é de uma a duas semanas. Inicialmente há rigidez é localizada nos masseteres, músculos do pescoço e quartos traseiros. A rigidez generalizada se faz pronunciada aproximadamente um dia mais tarde, podendo aparecer evidentes espasmos tônicos e hiperestesia com aumento dos reflexos e o animal fica facilmente excitável produzindo espasmos mais violentos podendo produzir uma mandibula fechada, orelhas eretas e como mostra a foto há rigidez cervical e os orifícios nasais se dilatam, podendo apresentar prolapso da terceira pálpebra. Com frequência pode haver sudorese. Os espasmos generalizados causam trantorno na circulação e na respiração, dando lugar a uma ação cardiaca aumentada, respiração rápida e congestão das mucosas. A mortalidade fica em torno de 80%. Deve-se sempre fazer uma imunização ativa mediante o toxoide tetânico. Fazer uso de uma vacina principalmente em animais valiosos. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Enfartes múltiplos em fígado de um cão

 Enfarte é uma área de necrose coagulativa circunscrita consequente a obliteração súbita de um vaso sanguíneo que irriga uma região sem adequada circulação colateral. As embolias e tromboses são as causas mais frequentes de enfartes. Entretanto um enfarte pode ser causado por uma deficiência circulatória sem oclusão aguda. Macroscopicamente a maioria dos enfartes, tem forma de cone com o ápice no ponto da embolia ou da trombose e com a base na superfície do órgão como demonstrado nas fotos deste fígado. Um corte do ápice à base mostrava então a forma de cunha ou leque. Os enfartes hepáticos são muito raros, mas quando há, são do tipo hemorrágico, devido a dupla circulação do órgão. Estes enfartes podem formar em qualquer parte do fígado como demonstra as fotos, justificando a teoria do ácino de Rappaporte das microcirculações por zonas.