Em circunstancias normais a bexiga é resistente à infecção, e as bactérias se eliminam rapidamente pelo fluxo natural da urina normal. Sem duvida, a predisposição da infecção aparece quando se produz retenção urinaria, ou o revestimento da bexiga se traumatiza. Em muitos casos atuam ambos mecanismos predisponentes. Daí pode-se deduzir que as causas mais importantes na predisposição serão aquelas que motivam obstrução do fluxo urinário ou paralisia primaria da bexiga. As causas diretas usuais são as bactérias que penetram através da uretra, ainda que pode produzir a infecção descendente como sucede nos abscessos renais. Diversas bactérias podem estar implicadas como a Escherichia coli, proteus vulgaris, estreptococos e estafilococos. O Corinebacterium renal é importante nas vacas e porcas. Neste postamento observa-se na foto que a mucosa mostra-se recoberta de crostas espessas, de coloração amarelada, as quais são ora superficiais e facilmente destacáveis, ora profundas e firmemente aderentes à mucosa mostrando portanto que sugere uma cistite fibrinosa. As cistite s podem ser agudas ou cronicas, porém há uma considerável superposição tanto nas lesões como nas suas causas.
terça-feira, 14 de março de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Nefrite cronica em uma cadela velha
A persistência do agente lesivo por semanas ou anos, é um estimulo constante para a reação inflamatória. Geralmente é provocada por irritantes de baixa intensidade e quando a resistência do organismo é alta. Aqui os sinais cardeais da inflamação são presentes mas não tão evidentes como nos processos agudos. Na nefrite cronica a proliferação de fibroblastos dá origem a uma diminuição do tamanho do rim como mostra as fotos ao lado, e com isto observa-se aderência da sua capsula ao órgão devido à fibroplasia, sendo observado um rim com aspecto granuloso, pela ocorrência de múltiplos e pequenos focos de retração (pequeno rim granuloso) fenômeno conhecido no cão. Esta proliferação do tecido conjuntivo denota um processo reparador iniciado, porém não terminado. Esta nefrite só é cronica se há presença de tecido conjuntivo maduro como consequência dela como mostra a aderência da capsula ao órgão.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Lipocromos ou carotenose em uma novilha Jersey
O grupo de pigmentos conhecidos como lipocromos tem este nome devido a sua solubilidade nas gorduras. São também chamados pigmentos carotenoides devido suas relações químicas com os carotenos vegetais. Todos tem cor amarelo-esverdeada. Ocorrem normalmente nas células adiposas de bovinos da raça Jersey e Guernsey, que são acentuadamente amarelas como a raça deste postamento. Patologicamente o mesmo tipo de pigmento ocorre em pequenos tumores conhecidos como xantomas. Segundo alguns autores estes tumores não são verdadeiros neoplasmas, mas parecem ser antes um distúrbio metabólico do sistema monocítico fagocitário. Os lipocromos são visíveis macroscopicamente porque são solúveis e de cor difusa não acentuada. Este pigmento pode dar uma coloração acentuada amarela no fígado, fato este que não foi observado neste animal. Em tais casos, presumi-se que o caroteno não é metabolizado devido a alguma lesão tóxica nas células hepáticas. O fígado com icterícia por obstrução tem um aspecto semelhante. A diferenciação entre carotenose hepática e a icterícia pode se fazer tomando fragmentos do fígado e colocando-os em mistura de água e éter. Após agitar bem nota-se que o éter, como é mais leve, fica na porção superior com cor amarela se for caroteno, e pelo contrario, se houver icterícia, a água é que ficará corada pela bilirrubina.
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