A inflamação do peritôneo é muito frequente nos grande animais, porém pouco frequente nos cães e gatos. Podem ser serofibrinosa, fibrino purulenta, purulenta hemorrágica e como neste caso em um cão peritonite difusa fibrino hemorrágica aguda. A maioria dos casos das peritonites são produzidas por bactérias e suas toxinas, algumas por infestação de helmintos e poucas são de origem vírica ou químicas. Observa-se na foto o peritônio, particularmente o que recobre o intestino, está vermelho e granuloso, mostrando umas poucas fibras de fibrinas vermelhas, inclusive ao redor do fígado. Observa-se edema da subserosa intestinal e em consequência petéquias ou hemorragias maiores.
domingo, 30 de julho de 2017
Hiperplasia nodular senil nos baço de cães
Isto significa um aumento no número de células do baço, sendo uma lesão bastante comum em cães idosos e raramente em outras espécies. Deve-se levar em conta que há um de variabilidade quando se usam as denominações hipertrofia e hiperplasia para lesões macroscópicas, porém deverá haver menos variações quando esses termos forem usados para lesões microscópicas, onde na hiperplasia tem-se o aumento no número celular e hipertrofia há um aumento do volume celular. Aqui neste postamento mostra-se uma hiperplasia esplênica com apresentação de nódulos macroscópicos onde estes são de tamanho variável desde milimétricos até 2 cm de diâmetros ou maiores podendo chegar até 5 cm e que se projetam hemisfericamente sobre a capsula como mostra as fotos. Na superfície de corte estes nódulos variam de cor desde o cinzento ao rosa até uma cor vermelha e branca, podendo aparecer zonas necróticas amareladas nos nódulos maiores.
sábado, 29 de julho de 2017
Calculoses ou litíases urinárias
A formação dos cálculos depende de processos que alterem o estado coloidal dos líquidos de secreção e excreção. Em tais líquidos, os sais minerais existem normalmente em supersaturação que é mantida pela ação protetora dos coloides. Um distúrbio de natureza física ou química neste coloide, pode reduzir ou anular completamente esta ação protetora, ocasionando precipitação de sais. Pode-se admitir que a mera presença de um coloide alterado favoreça tal processo, constituindo-se em núcleo para absorção de sais, formando concreções muito pequenas (micrólitos). Por outro lado o núcleo do cálculo pode ser de fibrina, muco, células epiteliais descamadas e grumos bacterianos. Uma vez iniciado o processo, ele próprio proporciona a condição adequada ao seu desenvolvimento oferecendo-se como superfície para novas adsorções de sais e concentração de coloides precipitados. Este processo patológico caracterizado pela presença de cálculos é denominado calculose ou litíase, palavra esta que vem do grego lithos que significa pedra. Estes cálculos são também chamados urólitos, e urolitíase é a presença de cálculos na porção terminal dos túbulos renais, na pelve renal, ureteres ou na bexiga. Sua etiologia tem inúmeras causas como deficiência de vitamina A, infecções urinárias, estase urinária, concentração de sais minerais e alguns tipos de medicamentos. Como pose ser observado nas fotos eles podem ser de vários tamanhos e formas, com consistência dura, ou relativamente moles, assim como de coloração branca, amarelada ou acinzentada, com superfície lisa, rugosa ou pontiaguda, redonda ou facetada. Como consequências estas calculoses além de provocar cólicas intensas podem trazer consequências graves devido a reação inflamatória, obstruções das vias urinárias, levando inclusive uremia, e muitas das vezes rutura da bexiga se a uretra estiver obstruída, ou mesmo hipotrofia renal por compressão e posterior hidronefrose.
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