A
samambaia (Pteridium aquilinum) embora ela não seja palatável, em épocas de
escassez alimentar como nesta época da seca, a fome constitui a primeira causa
básica de ingestão da samambaia pelos bovinos. Os bovinos suprem a necessidade
das fibras comendo caules e folhas da planta. Por fim, os animais se intoxicam
pelo fornecimento de feno contaminado com a samambaia. O mais importante princípio tóxico conhecidos é o
tanino. A intoxicação aguda afeta principalmente animais com até dois anos,
podendo ocorrer em bezerros de seis meses de idade e em adultos. É desencadeada
segundo alguns autores após ingestão de quantidades diárias superiores a 10g/kg
de peso, por períodos que variam de três semanas a poucos meses, em geral, até
o peso da planta ingerida igualar-se ao peso do animal. Os sinais manifestam-se
repentinamente com hipertermia, salivação, diarreia e/ou melena, hemorragias
espontâneas por cavidades naturais. Úlceras naso-labiais e hematúria podem ser
observadas, além de hemorragias petequeais como mostra ao nível do epicárdico
do coração deste animal necropsiado. Há
taquicardia e taquipneia, além de perda da condição corporal, com anorexia e
parada da ruminação.
quarta-feira, 11 de julho de 2018
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Diagnostico histopatologico da raiva bovina
A raiva é uma encefalomielite aguda causada por um vírus. É uma enfermidade natural dos cães, gatos, morcegos e carnívoros selvagens. É transmitida de animal a animal por meio de mordedura, que introduz saliva onde esta o vírus, que pode estar presente e ser transmitido por um animal infetado vários dias antes do começo dos sinais clínicos. O período de incubação é variável, porém em geral oscila entre 15 a 60 dias. Esta enfermidade não tem lesão macroscópica a não ser hiperemia como mostra a foto do encéfalo e os sintomas são de doenças do sistema nervoso central. O animal suspeito clinicamente de raiva jamais deve ser sacrificado, e deve-se esperar a morte natural acontecer pelo menos por três semanas. O animal morrendo deve-se fazer a necropsia e coletar cérebro, cerebelo, gânglio trigeminal e corno de Amon na espessura de 0.5 a 1cm e acondicionar em frascos de boca larga em formol tamponado neutro a 10%. O volume do formol deve ser no minimo 10 vezes o volume dos fragmentos e preferencia preencher todo o frasco. As fotos mostram um bovino com midríase, hiperemia do encéfalo, e dois cortes histopatológicos do cerebelo mostrando o corpúsculo de Negri que é uma lesão histopatológica patognomônica da raiva.
domingo, 8 de julho de 2018
Edema subcutâneo em um cão
Este edema consiste, pois, no acumulo de líquidos organicos nos intersticio do tecido subcutaneo como mostra as fotos relacionadas nesta necropsia de um cão sem raça definida e adulto. Os edemas podem ser de origem inflamatória ou não inflamatória. Neste postamento trata-se especialmente de um edema não inflamatório de localização no tecido subcutãneo, e via de regra a sua etiopatogenia entra simultaneamente um jogo de varios mecanismos que regulam a quantidade de liquidos teciduais que podem ser representados por aumento da permeabilidade das paredes capilares, aumento da pressão sanguinea intra capilar, diminuição da pressão osmotica coloidal das proteinas do plasma e obstrução linfatica. Aqui deduziu-se que a patogenia estava relacionada por traumatismos. Observou-se um espessamento de varios centimetros, bem delimitado da região comprometida pelo trauma ao nivel do costado do torax. O tecido subcutaneo edemaciado era de uma consistencia gelatinosa e afundava quando se fazia pressão digital sobre o mesmo, porque o liquido era deslocado para os espaços teciduais adjacentes, e quando retirava o dedo a depressão permanecia por alguns instantes até que se dava o retorno do liquido deslocado. Na superficie de corte observava um liquido amarelado, pálido entre os tecidos distendidos que apresentava ligeiramente coagulado, e gotejava da superficie de corte.
Assinar:
Postagens (Atom)









