A fotossensibilização é uma doença enfrentada por muitos
pecuaristas pelo país que muitas vezes não sabem a causa do problema e nem como
saná-lo, podendo provocar uma considerável perda econômica para o produtor uma
vez que ela reduz bastante o desempenho dos animais afetados, podendo até
provocar a morte deles em casos mais graves. A fotossensibilização é comumente
de etiologia causada por toxinas produzidas por fungos, principalmente o
Pithomyces chartarum, ou outras plantas toxicas, ou ainda por algumas drogas
como fenotiazina, tetraciclinas, tiazinhas e sulfonamidas. A enfermidade pode ser primária devido a ingestão de
substancias fotodinâmicas presentes nas plantas, como neste caso a presença
constante dos animais em pastos de braquiárias, e estas substancias estando nos
vasos sanguíneos periféricos elas recebem luz e tornam-se ativas, transmitindo
a energia extra para as celulas próximas, destruindo-as e formando as lesões
características da enfermidade. Já a fotossensibilização secundária ou
hepatógena ocorre quando alguma toxina, seja qual for a sua fonte, lesionam o
fígado afetando seu funcionamento, ficando assim o órgão incapaz de excretar
uma substancia denominada filoeritrina, que é um produto das reações pela qual
a clorofila participa, e que é fotossensível, causando os mesmos sintomas da
fotossensibilização primária. Porém, como o fígado do animal está afetado, os
sintomas metabolitos e de desempenho neste caso se pronunciam mais
efetivamente. As lesões e sinais clínicos da fotossensibilização são as mesmas
com independência de sua etiologia. Os animais apresentam fotofobia
imediatamente quando são expostos a luz solar procuram as sombras. As lesões
estão confinadas a áreas da despigmentadas ou brancas, desenvolve rapidamente
eritema que é seguido de edema. Se a exposição a luz finaliza a recuperação é
muito rápida. Se a exposição a luz persiste, segue a necrose da pele onde ela está
ressecada, enrugadas com fissuras e grande quantidade de crostas como mostra as
fotos dos animais.
sábado, 15 de setembro de 2018
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Endocardiose de tricúspede
Observa-se um coração globoso com aumento do diâmetro transversal em relação ao longitudinal caracterizando uma insuficiência cardíaca,Na
insuficiência cardíaca direita, a alteração funcional primária consiste no
retardamento da circulação venosa sistêmica e da veia porta, com debito
pulmonar insuficiente para o ventrículo esquerdo. Congestão venosa ocorre em
todo o corpo, complicada imediatamente pela hipóxia renal, trazendo retenção de
sódio e água e aumento de volume sanguíneo. Os principais órgãos acometidos são
o fígado, rins, cérebro e toda a área portal. Como observa-se na foto do rim a
congestão e a hipóxia renal são mais acentuadas na endocardiose (presença de nodulações duros e não friáveis) da tricúspide,
onde nota-se uma congestão cortiço medular a nível renal.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Estomatite fibrinosa em bezerro
Também denominada pseudo membranosa, difteria ou cruposa, é um tipo de inflamação cujo exsudato predominante é a fibrina apesar de que outros elementos do exsudato inflamatório possam estar presentes mesmo em menor grau. Ela ocorre principalmente nas mucosas e serosas, incluindo os alvéolos pulmonares, saco pericárdico e peritôneo. Sua etiologia geralmente é causada por um tipo mais violento de injuria, o qual provocou uma maior permeabilidade capilar. Os germens mais comuns são os Spherophorus necrophorus. Macroscopicamente no inicio do processo forma-se na mucosa oral um revestimento por uma membrana de cor amarelo pálida como demonstra nos lábios do bezerro. A superfície oral perdeu seu brilho e tem uma aparência aveludada. Posteriormente a medida que o processo avança, forma-se uma membrana brancacenta de material filamentoso que pode atingir até um centímetro de espessura, com superfície rugosa e estrias fibrinosas. A membrana de fibrina é às vezes densa e forma uma pseudomembrana (falsa membrana) amarela ou branca acentuadamente resistente.
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