sábado, 15 de setembro de 2018

Fotossembilização em bovino

A fotossensibilização é uma doença enfrentada por muitos pecuaristas pelo país que muitas vezes não sabem a causa do problema e nem como saná-lo, podendo provocar uma considerável perda econômica para o produtor uma vez que ela reduz bastante o desempenho dos animais afetados, podendo até provocar a morte deles em casos mais graves. A fotossensibilização é comumente de etiologia causada por toxinas produzidas por fungos, principalmente o Pithomyces chartarum, ou outras plantas toxicas, ou ainda por algumas drogas como fenotiazina, tetraciclinas, tiazinhas e sulfonamidas. A enfermidade pode ser primária devido a ingestão de substancias fotodinâmicas presentes nas plantas, como neste caso a presença constante dos animais em pastos de braquiárias, e estas substancias estando nos vasos sanguíneos periféricos elas recebem luz e tornam-se ativas, transmitindo a energia extra para as celulas próximas, destruindo-as e formando as lesões características da enfermidade. Já a fotossensibilização secundária ou hepatógena ocorre quando alguma toxina, seja qual for a sua fonte, lesionam o fígado afetando seu funcionamento, ficando assim o órgão incapaz de excretar uma substancia denominada filoeritrina, que é um produto das reações pela qual a clorofila participa, e que é fotossensível, causando os mesmos sintomas da fotossensibilização primária. Porém, como o fígado do animal está afetado, os sintomas metabolitos e de desempenho neste caso se pronunciam mais efetivamente. As lesões e sinais clínicos da fotossensibilização são as mesmas com independência de sua etiologia. Os animais apresentam fotofobia imediatamente quando são expostos a luz solar procuram as sombras. As lesões estão confinadas a áreas da despigmentadas ou brancas, desenvolve rapidamente eritema que é seguido de edema. Se a exposição a luz finaliza a recuperação é muito rápida. Se a exposição a luz persiste, segue a necrose da pele onde ela está ressecada, enrugadas com fissuras e grande quantidade de crostas como mostra as fotos dos animais.




sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Endocardiose de tricúspede

Observa-se um coração globoso com aumento do diâmetro transversal em relação ao longitudinal caracterizando uma insuficiência cardíaca,Na insuficiência cardíaca direita, a alteração funcional primária consiste no retardamento da circulação venosa sistêmica e da veia porta, com debito pulmonar insuficiente para o ventrículo esquerdo. Congestão venosa ocorre em todo o corpo, complicada imediatamente pela hipóxia renal, trazendo retenção de sódio e água e aumento de volume sanguíneo. Os principais órgãos acometidos são o fígado, rins, cérebro e toda a área portal. Como observa-se na foto do rim a congestão e a hipóxia renal são mais acentuadas na endocardiose (presença de nodulações duros e não friáveis) da tricúspide, onde nota-se uma congestão cortiço medular  a nível renal. 


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Estomatite fibrinosa em bezerro

Também denominada pseudo membranosa, difteria ou cruposa, é um tipo de inflamação cujo exsudato predominante é a fibrina apesar de que outros elementos do exsudato inflamatório possam estar presentes mesmo em menor grau. Ela ocorre principalmente nas mucosas e serosas, incluindo os alvéolos pulmonares, saco pericárdico e peritôneo. Sua etiologia geralmente é causada por um tipo mais violento de injuria, o qual provocou uma maior permeabilidade capilar. Os germens mais comuns são os Spherophorus necrophorus. Macroscopicamente no inicio do processo forma-se na mucosa oral um revestimento por uma membrana de cor amarelo pálida como demonstra nos lábios do bezerro. A superfície oral perdeu seu brilho e tem uma aparência aveludada. Posteriormente a medida que o processo avança, forma-se uma membrana brancacenta de material filamentoso que pode atingir até um centímetro de espessura, com superfície rugosa e estrias fibrinosas. A membrana de fibrina é às vezes densa e forma uma pseudomembrana (falsa membrana) amarela ou branca acentuadamente resistente.