quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Abscessos hepáticos em bovinos no matadouro

Podem, serem provenientes por implantação direta por um corpo estranho desde o retículo ou por invasão direta na capsula de uma lesão supurativa da reticulite traumática, podendo ser únicos ou múltiplos, porém em cada um dos casos se limitam principalmente no extremo do lobo esquerdo. Podem ser de origem hematógenos a partir de êmbolos portais ou por extensão direta de uma Onfaloflebite. Os abscessos onfalogenicos são mais comuns nos bezerros que em outras espécies, embora apresentem em todas. A flora bacteriana é frequentemente mista, porém predominam o Clostridium pirogênicos, estreptococos e estafilococos normalmente ou podem estar em cultivos puro. Os abscessos hepáticos não são uma sequela inevitável da onfalites e nem das Onfaloflebite, porém não se desenvolvem a partir de infecções umbilicais em ausência de Onfaloflebite. A Onfaloflebite podem ser bastantes graves sem estender-se ao fígado. Os abscessos hepáticos de origem onfalogenicos estão localizados sempre no lobo esquerdo, porém também podem limitar-se ao direito, ou serem difusos em sua distribuição. Os abscessos hepáticos de origem biliar se apresentam em todos os animais, mas são mais frequentes em suínos devido a imigração de áscaris através dos condutos biliares. Os abscessos colangiíticos em cavalos, cães e gatos são causados geralmente por enterobactérias com parte de uma fulminante colangiohepatite ascendente, fatal depois de um curso curto. As sequelas da abscedação hepática são variáveis. Podem ser insignificantes e assintomáticas. A esterilização do foco é corrente, podendo haver sua absorção e a sua cura completa ou por encapsulamento. Os abscessos hepáticos supurados juntos à superfície do órgão como demonstra as fotos produzem regularmente inflamação fibrinosa e depois fibrosa da capsula e aderência das vísceras contíguas. Raramente perfura a capsula. A demonstração da grande quantidade de pus é demonstrada após c corte do abscesso. A generalização é comum, especialmente a partir dos abscessos onfalogenicos de animais jovens. Em adultos pode levar a morte se os abscessos são múltiplos e recentes e especialmente os de origem necrobacilar. A morte é provavelmente consequência de uma toxemia.




sábado, 9 de novembro de 2019

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Pericardite fibrinosa

As inflamações do pericárdio são quase invariavelmente secundárias a afecções do miocárdio ou endocárdio, ou as lesões em outros tecidos que entram em relação com o pericárdio, por continuidade ou através dos vasos sanguíneos ou linfáticos. De acordo com a classificação quanto ao exsudato esta que estou postando é uma pericardite fibrinosa onde mostra-se dois casos necroscópicos como mostram as fotos. As causas são extremamente variáveis e em bovinos, são vistas com frequência na Pasteurelose. Em equinos, estreptococos geralmente são os responsáveis e pode coexistir com poliartrite. A exsudação de liquido não é tão abundante como mostram as fotos de maneira que, não é de se esperar uma distensão do saco pericárdico. Macroscopicamente visualiza-se grande quantidade de fibrina que às vezes cobre completamente o coração, tendo a aparência de um coração rugoso como mostra as fotos. Na evolução do processo, a fibrina pode ser digerida ou então organizada, formando-se aderências fibrosas, algumas vezes com completa obliteração do saco pericárdico. Do ponto de vista clinico, um forte atrito pericárdico é a característica mais notável. Dor à palpação, reações febris e sinais indicativos de insuficiência cardíaca podem acompanhar o atrito patognomônico.