quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Cistite hemorrágica

Em circunstâncias normais a bexiga é resistente à infecção e as bactérias se eliminam rapidamente pelo fluxo natural da urina normal. Sem dúvida a prédisposição à infecção aparece quando se produz estancamento da urina, ou o revestimento da bexiga se traumatiza. Em muitos casos atuam ambos mecanismo prédisponentes. Desta forma se deduz que as causas mais importante na prédisposição serão aquelas que motivam obstrução do fluxo urinário ou paralisia primária da bexiga. As causas diretas usuais são as bactérias que penetram atravéz da uretra, e ainda pode produzir a infecção descendente. A elevada incidência nas fêmeas pode estar associada à curta uretra que possuem. As cistites se diferenciam em formas agudas e crônicas e ainda podem ser catarral, fibrinosa, purulenta, e como mostra a fotografia as cistites hemorrágicas. Em casos mais graves de uma cistite os leucócitos podem infiltrar todas as camadas da parede , e as hemorragias dos vasos dilatados podem ter gravidade suficiente para produzir grandes coágulos na bexiga. Estas complicações hemorrágicas  são frequentes nas cistites após obstrução uretral, principalmente nos gatos e bovinos. As cistites se caracterizam por micção frequente, hematúria, disúria, e esforços inuteis para urinar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Telangiectasia ou angiomatose

Trata-se de um dos mais importantes distúrbios circulatórios do fígado, muito frequente na espécie bovina, principalmente animais mais velhos. Consiste na dilatação de certo grupo de vasos sinusóides, em qualquer parte do lóbulo hepático; em virtude disso, aqueles sinusóides tomam aspecto cavernoso. Os hepatócitos, situados entre tais sinusóides dilatados, acabam por desaparecer. A olho nu, verifica-se que o fígado com telangiectasia apresenta, à superfície, manchas violáceas deprimidas, de contornos irregulares e com poucos centímetros de diâmetro como demonstra a fotografia ao lado. Se o órgão é cortado, verifica-se que tais manchas são encontradas também em seu interior. O processo não tem reflexos sobre a saúde do animal. O único significado da lesão é econômico, já que os fígados afetados são, sem razão confiscados, porém não considera-se aptos para o consumo. Sua etiopatogênia é obscura, e nenhuma das múltiplas teorias propostas para expressa-las resulta satisfatória. Autores americanos acham que tal lesão precede o aparecimento do "fígado recoberto de serragem". Autores ingleses julgam que a telangiectasia ocorreria nos animais que passam de regimes alimentares ricos (estábulo) para regimes mais pobres (pastos) .

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Icterícia


 Icterícia é então uma condição patológica em que há uma quantidade excessiva no sangue circulante ou de hemobilirrubina ou de colebilirrubina. Esta quantidade excessiva de pigmento biliar cora os tecidos em amarelo (Veja fotografias al lado). Uma classificação racional das icterícias é baseada nas relações da bilirrubina com as células hepáticas. A alteração responsável pela icterícia pode ocorrer antes, durante ou depois da bilirrubina ter passado pela célula hepática, resultando daí: Icterícia hemolitica, icterícia tóxica e icterícia obstrutiva. As duas primeiras formas são geralmente agrupadas como icterícia por retenção, isto é, as células hepáticas são incapazes de excretar toda a bilirrubina acumulada no sangue. Existem uma série de causas que determinam a icterícia hemolitica como: Piroplasmose, anaplasmose, leptospirose, anemia infecciosa dos equinos, estreptococos hemolíticos, bacilos antracis, clostridium hemolyticum, etc;Substâncias químicas, nas intoxicações cronicas por veneno de cobras, e grandes hemorragias, etc. Nas icterícias tóxicas ou intra hepáticas a alteração responsável esta na célula hepática ou nos canalículos biliares intercelulares. Na etiologia da icterícia tóxica  esta as degenerações, frequentemente acompanhadas de inflamação. Entre as causas infecciosas principais destaca-se a leptospirose e a hepatite contagiosa dos cães. Entre os agentes químicos citam-se: fósforo, tetracloreto de carbono, arsênico, chumbo e as intoxicações cronicas pelo cobre, e também de tóxicos de plantas do gênero Senecio. Dentre os agentes etiológicos da icterícia obstrutiva os mais comuns são: Bloqueio dos canalículos biliares por aumento de volume dos hepatócitos; Obstrução dos ductos biliares e vias biliares extra hepáticas por parasito, tais como Ascaris lumbricoides, Stephanurus dentatus, Fasciola hepática, etc; Compressão sobre os ductos biliares por tecidos fibrosos, como nos casos de cirrose e nódulos parasitários; Colangites, neoplasias, granulomas abcessos,  cálculos biliares, duodenites, etc. Deve-se ressaltar o agradecimento ao 5º Período de Medicina Veterinária Turma 11 da Unipac unidade de Uberlândia que elaboraram esta necropsia e as fotos desta alteração.