quinta-feira, 20 de março de 2014

Lábio leporino

O lábio leporino é também denominado queilosquise, onde o animal apresenta uma fissura mediana do lábio superior. Pode ser mediano ou lateral. A palatósquise é uma fissura do véu palatino. Geralmente a palatósquise esta associada ao lábio leporino e ao fendimento do maxilar como no caso que se apresenta nas fotografias ao lado e neste caso denomina-se queilognatopalatósquise. Quero nesta oportunidade agradecer ao meu grande amigo e incentivador deste modesto blog o meu colega Diogo Neves por ter-me enviado as fotos e permitindo este postamento, e esmolo a Deus muita paz para ele e todos seus familiares. Fique com Deus. Fui...



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Peritonite fibrinosa aguda em uma cadela Chow Chow de 07 anos.

 É uma alteração patológica muito frequente nos grandes animais, porém pouco comum nos cães e gatos. Ela quanto ao exsudato pode ser serosa, serofrinosa, purulenta e hemorrágica, podendo estar localizada ou mais ou menos generalizada. Quando localizada recebe as seguintes denominações: epiploidite se localiza no epíploo; mesenterite, se no mesentério; peri hepatite se na cápsula hepática, peri esplenite se na cápsula do baço; perimetrite se no perimétrio; peri gastrite se na serosa gástrica e peritiflite, se na serosa do ceco. A diferenciação do tipo e distribuição pode supor de certo modo, a sua causa e origem. A maioria dos casos das peritonites é produzida por bactérias e suas toxinas, algumas por infestação de helmintos e poucas são de origem vírica ou química. A peritonite por bílis é intensa, colapsam-te e às vezes rapidamente fatal. A peritonite por necrose pancreática é aguda e bastante comum em cães. A reação ao redor do pâncreas, praticamente em sua cabeça, é liquefativa ou purulenta, e o exsudato pode ser de uma tonalidade apagada lembrando o chá de mate no omento menor, no pâncreas, fígado e outros órgãos adjacentes como demonstra discretamente as fotografias desta necropsia. Esta reação peritoneal local se resolve completamente quando o animal sobrevive, só persistindo pequenas aderências. Esta peritonite fibrinosa também denominadas secas, pois seu exsudato tem caráter sólido. Há uma deposição de fibrina sob a forma de filamentos avermelhados ou amarelados na serosa como demonstra as fotografias ao lado e abaixo. A fibrina quando retirada, verifica-se que a serosa esta opaca, turva, avermelhada com petéquias. O processo nem sempre é puramente fibrinoso, e as fibrinas se associam muitas vezes exsudações serosas ou hemorrágicas (peritonite fibrino serosas ou fibrino hemorrágica). Na sintomatologia clinica observa-se dor abdominal intensa. O animal pode ter andar rígido. A temperatura é alta. A anorexia é constante e os cães podem produzir vômitos. Macroscopicamente observa-se a perda de brilho da serosa peritoneal, e a presença de uma membrana brancacenta ou amarelada de material fibrinoso como mostra as fotos. Esta necropsia foi elaborada pela residente em patologia da Universidade Federal de Uberlândia a Médica Veterinária Nicole Pereira Soares a qual quero agradecer por este posta mento e esmolar a Deus muita paz, harmonia e felicidades hoje, amanhã e porque não por toda a eternidade para ela e seus familiares. Obrigado e fique com Deus. Fui...



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Estomatite necrótica em bezerro.

Esta nomenclatura se usa para descrever qualquer enfermidade ou lesão geralmente associada ao Sphaerophorus necrophorus. Pode incluir aqui a difteria do bezerro. Este germe é parte da flora normal da cavidade oral, do trato intestinal e genital de muitos herbívoros, e esta difundido no meio ambiente.Portanto a etiologia da necrobacilose é o Sphaerophorus necrophorus também denominado Fusobacterium necrophorus. Pode afetar a laringe (laringite necrótica) ou a cavidade oral (estomatite necrótica), caracterizada por febre e ulceração, assim como edemaciação das estruturas comprometidas. Geralmente afetam bezerros com menos de três meses de idade. Este animal tem dificuldade de mamar, o apetite esta deprimido e pode apresentar hipertermia em torno de 40ºC. O desenvolvimento da doença pode ser curta, morrendo o bezerro não tratado de toxemia e pneumonia no prazo uma semana. As lesões são ulceras necróticas de profundidade variável nas membranas  da mucosa oral como mostra a fotografia ou faringiana. É comum se produzir membranas cuprosas ou diftéricas. As partes mais afetadas com maior frequência são a língua, particularmente suas bordas, os lábios e o revestimento da laringe. Em caso mais graves estas lesões se estendem a cavidade nasal, laringe, traqueia e inclusive pulmão. Em relação a profilaxia e tratamento deve-se separar os animais afetados dos sãos. Fazer limpeza e desinfecção do curral. Para o tratamento pode-se recomendar uma terapêutica de sulfonamidas e antibióticos.