quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Tuberculose em suíno em matadouro

O quadro anatomopatológico da tuberculose nos suínos oferece aspectos múltiplos e variados dependendo dos fatores enumerados do principio de Jadassohn e Lewandowsky ou seja o quadro anatômico depende: do número de germes; da patogenicidade dos germes; da resistência natural do organismo e do estado de sensibilização prévia e imunidade resultantes de infecções anteriores. Nos suínos só se encontra a forma de primo infecção ou infecção primaria. Os suínos são susceptíveis ao M. tuberculosis. var, hominis, M. tuberculoses var. bovis e M. tuberculosis avium. A via de infecção é quase sempre alimentar. O bacilo do tipo bovino produz lesões generalizadas, enquanto que o bacilo do tipo aviário produz lesões do tipo produtivo lembrando granuloma por corpo estranho. A caseificação não é frequente nestas lesões. É uma doença rara observada principalmente em animais de matadouro como este do postamento. Pode aparecer lesões de tuberculose óssea. As lesões aqui nos diferentes locais consiste de áreas branco amarelada, pequena ou grande no bordo convexo do pulmão que é a parte mais ventilada do pulmão. A lesão é desde milimétricas até centimétricas em baixo da pleura que pode estar ou não caseado. Os outros órgão aparecem com as mesmas lesões.   


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Ascaridiose em suíno

É um parasito grande, os vermes adultos possuem cerca de 25 a 40 cm de comprimento é da classe nematódea (cilíndrico e alongado). Encontram principalmente no intestino delgado como mostra as fotos, porém podem emigrar aos estômagos, fígado e vias biliares. Seus principais hospedeiros são: suínos, javalis, raramente ovinos, bovinos, seres humanos. Os ovos de Ascaris Suum são muito resistentes a injurias químicas e físicas e seus ovos permanecem infectantes no solo por vários anos. O local favorito desse parasito é o intestino delgado, podendo migrar e se hospedar no fígado e pulmão. Após a ingestão do parasito em forma de ovo, esse ovo vai eclodir no estômago ou intestino delgado, então pode migrar para o fígado e pulmão e de novo voltar para o intestino delgado por meio dos brônquios, da traqueia e da faringe. Quando se tem um grande número de larvas em migração elas podem causar várias hemorragias pequenas, enfisema e pneumonia transitória. Já no fígado dos leitões as larvas em migração podem causar pontos brancacentos, turvos com até 1 cm de diâmetro, representa o reparo fibroso de reações inflamatórias devido à passagem dos parasitos no fígado sensibilizado. Os fígados com essas lesões podem ser condenados e descartados na inspeção da carne). O suíno com esta verminose tem um ganho de peso mais lento devido à presença desse parasito e uma maior conversão alimentar. As Larvas no interior dos alvéolos e brônquios provocam uma bronquiolite aguda. Para se ter o controle desse parasito, precisa-se limpar e lavar frequentemente todo o ambiente e as porcas, além de utilizar anti-helmínticos. 



Nefrite cronica em suíno

A nefrite crônica é um quadro preocupante, pois nela a maior parte do rim está lesado e sem capacidade de regeneração como mostra as fotos. Em geral, existe uma produção excessiva de urina, pois o rim não consegue reter a água e substâncias importantes ao organismo, mas retém os produtos tóxicos podendo levar o animal à uremia. O rim passa a não produzir mais a substância que estimula a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos (eritropoetina). O animal apresenta um quadro de anemia. O desequilíbrio orgânico causado pela falência renal será permanente, uma vez que o rim não tem capacidade de se regenerar. O maior problema da nefrite crônica é a retenção de ureia, que é altamente tóxica. Macroscopicamente o rim apresenta-se diminuído de volume e coloração brancacenta devido à infiltrabilidade de tecido conjuntivo no órgão.