sábado, 21 de julho de 2018

Hepatose dietética dos suínos


Esta terminologia se refere a chamada distrofia tóxica dos suínos para os autores mais antigos. Naturalmente se trata de uma síndrome polivalente composta de necrose hepática maciça com efeitos imediatos e finais de uma enfermidade por onde existia metamorfose gordurosa hepática, degeneração muscular do músculo esquelético e cardíaco, edemas de serosas, ulceração gástrica e necrose fibrinoide de arteríolas. Sabe-se que a causa é complexa derivada de fatores multinutricionais. Os suínos afetados têm geralmente bom aspecto nutricional e ocorre em leitões de 8 semanas a 6 meses de idade, com observação de ocorrência mais no inverno e clinicamente os animais demonstram tristeza, anorexia, diarreia e convulsões. Como mostra a foto ao lado o fígado macroscopicamente tem um aspecto de mosaico com zonas normais cor castanho-avermelhada ao lado de focos irregulares, bem delimitados de cor amarelo-turvo cinzento avermelhado, às vezes tendo saliências à superfície com vesículas cheias de sangue. No final há necrose hemorrágica. A sua etiologia é obscura, parecendo tratar-se de carência de vitamina E, Selênio e aminoácidos sulfurados.


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Melanoma escrotal em suíno

As neoplasias em suínos são raras, isso por se tratar de uma espécie quase que unicamente de exploração econômica em que a grande maioria da população é abatida antes de atingir a idade adulta. Nos suínos a maioria das neoplasias observadas são as que afetam animais jovens, incluindo, o melanoma. Estes tumores geralmente não causam sinais clínicos e na maioria das vezes são diagnosticados no abate, como lesões incidentais. O melanoma cutâneo, ocorreu na pele escrotal deste suíno. Os melanomas são tumores que se encontram em sua maioria na pele. Macroscopicamente apareceu como manchas negras no escroto deste suíno. Segundo estudos de matadouros as inspeções indicam uma incidência não mais de 1:200.000. A lesão mostrou-se ao redor do escroto de cor negra azulada a negro.  

sábado, 14 de julho de 2018

Esplenomegalia em suínos

A maior parte dos processos patológicos difusos determinam no baço o aumento de seu tamanho. A esplenomegalia também denominada megalosplenia é bastante frequente em todos os animais. Sua interpretação à necropsia é baseada em que as bordas do órgão se apresentam aumentadas de volume com bordas arredondadas com capsula lisa e tensa, e o órgão uma vez seccionado sua polpa faz protusão sob a capsula. Pode-se observar esta alteração nos casos de congestão, processos sépticos agudos com bacteremia e toxemia, salmonelose, neoplasias, etc.