quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cistite hemorrágica em bovino

Nesta necropsia deste bovino encontrou-se na bexiga uma inflamação hiperplásica cronica com hiperemia vesical, levando-se a pensar em uma metaplasia do epitélio escamoso vesical. As lesões observadas foram nódulos milimétricos vermelho negros, cuja tonalidade possivelmente se deve a ectasias vasculares locais. Estes nódulos podem desenvolver em forma de polipos verrucosos tipo couve flor. Este animal apresentava hematuria possivelmente devido a rutura das ectasias vasculares, daí pensou-se em um diagnostico de hematuria enzoótica bovina. É uma enfermidade cuja causa não é muito clara, mas só se observa em animais em regime à pasto.    

Cistite cronica hipertrófica em suíno

Em circunstâncias normais a bexiga é resistente à infecção, pois as bactérias são eliminadas rapidamente pelo fluxo natural da urina normal. Sem duvida a predisposição à infecção aparece quando se produz estancamento ou estase da urina. As causas diretas usuais são bactérias que penetram através da uretra, ou a infecção pode ter origem devido à infecção descendente como por exemplo nas inflamações renais. Entre as bactérias cita-se a Escherichia coli, proteus vulgaris, estreptococos e estafilococos. As cistites podem ser agudas ou cronicas, sendo que estas ultimas pode apresentar varias formas anatomopatológicas. Neste postamento ela está classificada como uma cistite cronica hipertrófica, onde ouve persistência do agente lesivo por semanas ou anos, sendo um estimulo constante para a reação inflamatória. Geralmente é provocada por agentes etiológicos de baixa intensidade e quando a resistência do organismo é alta.  

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Icterícia em um cão SRD

Chama-se Icterícia a condição patológica em que há uma quantidade excessiva no sangue circulante ou de hemobilirrubina ou de colibilirrubina. Esta quantidade excessiva de pigmento biliar cora os tecidos em amarelo. Esta alteração pigmentar pode ocorrer antes, durante ou depois da bilirrubina ter passado pela célula hepática, resultando daí três tipos de Icterícia: a hemolítica, a toxica e a obstrutiva. As duas primeiras formas são geralmente agrupadas como icterícia por retenção, isto é, as células hepáticas são incapazes de excretar toda a bilirrubina acumulada no sangue. Esta incapacidade pode ser devida a um excesso de produção de bilirrubina (icterícia hemolítica) ou por estarem as células hepáticas lesadas e por isto incapazes de excretar uma quantidade às vezes normal de bilirrubina (icterícia hepática, toxica ou toxico-infecciosa). Neste postamento trata-se de uma icterícia hemolítica ou também chamada pré-hepática, onde a sua etiologia está relacionada com a leptospirose.

Hipotrofia gelatinosa das gorduras

A inanição ou sub-nutrição causam hipotrofia de quase todo o organismo, onde o tecido adiposo é consumido para produção da energia necessária ao organismo. Se a oxidação da gordura for rápida desenvolve-se a acetonemia ou cetose. Esgotadas as reservas de gorduras, o citoplasma dos tecidos muscular e glandular é catabolizado para produção de energia e estes tecidos diminuem em consequência de tal processo. Praticamente todos os órgãos são capazes de sofrer hipotrofia. O tecido gorduroso é substituído por um tecido amarelado, úmido, de aspecto gelatinoso que recebe o nome de hipotrofia serosa da gordura. Esta transformação comumente observada no tecido adiposo peri renal e como mostra a foto dos corações, sendo o direito normal e o esquerdo com hipotrofia gelatinosa das gorduras nada mais é que um edema intersticial. Este tipo de hipotrofia pode ocorrer nos casos de câncer, doenças crônicas, tais como tuberculose, verminose intestinal pode ser chamada d caquexia.    

Brucelose no equino

É uma doença infecto-contagiosa granulomatosa causada por uma bactéria chamada "Brucella sp", podendo acometer além do equídeo, contaminar outras especies como os bovinos, suínos, caprinos, ovinos, cães e gatos. pode também ocorrer no homem. Suas lesões são características mas não patognomônicas. Geralmente provocam lesões do tipo exsudativo, A infecção pode se dar por qualquer vias como digestiva, cutânea, e pele lesada. A bursite supurativa, reconhecida na maioria dos casos como fistula da cruz ou úlcera da nuca é a maneira mais frequente de sua localização em equinos, mas neste postamento foi observado como mostra a foto um aumento de volume próximo ao masseter, onde verificou-se que se tratava de um abscesso que futuramente poderia fistular-se. Ocasionalmente pode-se observar aborto nas éguas. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Anemia nos animais

 É uma condição em que o sangue não existe em quantidade suficiente de glóbulos vermelhos saudáveis. Não é uma enfermidade, mas sim uma síndrome pertencente a uma serie de doenças, onde tem-se uma taxa aumentada de destruição do sangue ou perda do mesmo ou por uma diminuição na taxa de sua produção. Levando-se em conta que a anemia é uma síndrome pode-se classifica-la de inúmeras maneiras tanto quanto à sua etiologia como a sua patogenia. Aqui trata-se da manifestação da anemia com olhos de patologista, e então os sintomas e lesões são referidos como mostra as fotos onde relaciona-se a anemia com a hipoxia, seja de origem hemorrágica ou hemolítica. O quadro de um animal com anemia se caracteriza por palidez, mesmo que esteja ocultada por ictericia. A palidez se deve a uma redução do nível total da hemoglobina, e em parte por uma redistribuição do sangue na grande circulação. A palidez com edema pulmonar e traqueobrônquica é tipica. O coração apresenta dilatação se a anemia é cronica, e a sua musculatura está degenerada. Todos os órgãos mostram-se pálidos. A anemia pode aparecer pós hemorragias aguda ou cronica, nas anemias hemolíticas, principalmente nos animais que sofrem hemolise tanto fisiológica como patológicas, assim como podem aparecer nas deficiências toxigenicas, ou também em casos de intoxicações medicamentosas ou por deficiência de alguns minerais como o cobre, ou mesmo de origem nutricional.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Carcinoma espino celular do olho dos bovinos

Também pode ser chamado de "câncer dos olhos" é uma neoplasia comum e em alguns países como Estados Unidos apresenta grande importância econômica. Segundo Moulton nos Estados Unidos a incidência deste tumor ocular chegou a ser superior a cinco por cento. Este tumor já foi relatado em quase todos os países do mundo inclusive no Brasil. Quanto a etiologia, parece que o tumor não esta associado a traumatismos, irritações, fotossensibilização ou algum processo inflamatório. A suspeita maior é de que a neoplasia tenha como causa um agente transmissível, entretanto não está provado. A hereditariedade é um fator a ser considerado como agente etiológico. Na verdade a sua etiologia é multifatorial. A falta de pigmentação da pálpebra pode ser um fator predisponente e de certa importância econômica na indução do tumor. A despigmentação em torno dos olhos na raça Hereford é suspeitado como um fator predisponente daí a maior incidência nesta raça do que nas outras. É mais comum em animais adultos acima de 5 anos. Macroscopicamente ele é denominado carcinoma invasor, geralmente grande e com fixação nas pálpebras, podendo invadir a camada anterior ou posterior do olho, assim como pode invadir os ossos orbitais, maxilares e parte orbital do osso frontal. Pode estar na membrana nictitante e córnea, podendo às vezes a esclerótica. É evidente como mostra as fotos apresentar alterações como necrose, hemorragia, inflamações e ulcerações.        



domingo, 23 de julho de 2017

Hemotórax e hidrotórax.

Observando as duas fotos, onde uma na qual tem-se o hemotórax que consiste na presença de sangue coagulado na cavidade pleural tendo como consequência ser devido à rutura de vasos. Na outra foto observa-se o hidrotórax que é o acumulo exagerado de liquido com características de transudado na cavidade pleural causado por insuficiência cardíaca congestiva, neoplasia, anemia cronica e caquexia e insuficiência renais.  

sábado, 22 de julho de 2017

Tuberculose pulmonar bovina

Antigamente também chamada tísica, pois nem sempre esta doença apresenta uma lesão granulomatosa ou em forma de tubérculo. É tipicamente uma doença infecciosa cronica, ou seja é uma inflamação produtiva específica nodular, mais ou menos delimitada, onde as principais células reagentes pertencem ao sistema monocítico fagocitário antigamente chamado sistema histiocitário. é a mais importante nos animais domésticos. Causada quase que exclusivamente pelo bacilo do tipo bovino, mas pode ocorrer infecção com o tipo humano e aviário. As vias de infecção mais comuns dos bovinos são respiratória e alimentar. Esta enfermidade pode ser adquirida por inalação ou ingestão, e evidentemente que a localização do complexo primário depende da via de infecção. A maioria dos bovinos adquire a infecção após 6 meses a 1 ano de idade ou mais. Nestes, a chamada infecção do adulto, a maioria das lesões ocorre nos linfonodos retrofaringeano, mediastínico e brônquicos. O agente da tuberculose é um bacilo álcool ácido resistente, pertencendo ao gênero Micobacterium, com as seguintes espécies da maior importância como M. tuberculosis variedade hominis, M. tuberculoses variedade Bovis e M. tuberculosis avium. O aspecto macroscópico de um tubérculo é geralmente de um nódulo firme ou duro, de cor brancacenta, cinzento ou amarelado, de um milimetro a três centímetros de diâmetro, mas podem formar tubérculos maiores conglomerado por crescimento e fusão de um ou mais tubérculos adjacentes. A superfície de corte é amarelada, caseosa, com centro necrótico, seco e sólido, e às vezes como mostra a foto com presença de pus dos abscessos. É comum a mineralização e ao corte o tubérculo tem-se a sensação de areia e um som peculiar que indica a presença de material calcário. Esta lesão às vezes pode ocorrer principalmente nos linfonodos do mediatino como mostra a foto, inclusive podendo disseminar nas serosas, principalmente pleura e peritôneo.   

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Hipertrofia ou dilatação cardíaca.

O coração sadio pode sofrer hipertrofia, mas se ele estiver doente como qualquer alteração regressiva ocorrendo jamais vai hipertrofiar, mas sim dilatar (coração sem abrir). Observa-se três tipos de hipertrofia cardíaca: esta do postamento que é a hipertrofia concêntrica onde há observação da diminuição da câmara cardíaca ventricular, a hipertrofia excêntrica onde observa-se hipertrofia coexistindo ao mesmo tempo com a dilatação e por ultimo a hipertrofia simples onde observa-se somente o aumento da espessura das paredes ventriculares ou dos átrios.  

Dilatação cardiaca

Esta alteração faz parte dos distúrbios orgânico do coração que são três a saber: dilatação, hipertrofia e insuficiência cardíaca. Aqui neste postamento trata-se da dilatação que caracteriza -se pela alteração na na forma do coração como demonstrado as duas fotos ao lado. O coração normalmente tem maior diâmetro longitudinal  em relação ao transversal. Na dilatação observa-se que o o diâmetro transversal esta próximo do longitudinal, podendo inclusive estar maior, e o órgão então torna-se globoso e flácido. Esta alteração tem como consequência uma maior produção de energia de maneira que durante certo tempo o próprio coração pode compensar sua debilidade. é evidente que a intensidade da circulação em animais com dilatação quase sempre é sub-normal, ou seja estes animais podem não apresentar sintomatologia devido à compensação, entretanto ela tem limites, pois quando excessiva pode ser observada. Muitas das vezes esta alteração pode ser responsável por óbito súbito do animal. Qualquer câmara cardíaca pode se dilatar, mas é mais comum a do ventrículo como mostra as fotos. Na dilatação aguda observa-se que na musculatura ventricular o endocárdio ventricular esta com suas paredes musculares normais, e na dilatação cronica há uma diminuição da musculatura cardíaca.   

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vários cistos em vários suínos

Três tipos de cistos renais são conhecidos: os cistos solitários ou únicos, os cistos múltiplos que constituem os rins policísticos e os cistos de retenção. As duas primeiras variedades de cistos são alterações congênitas, mas os cistos de retenção constituem lesão adquirida. Os cistos solitários são bastantes frequentes nos suínos como demonstra este postamento, podendo também ocorrer em bovinos, cães e raramente em gatos. Macroscopicamente o tamanho destes cistos são entre 1 e 2 cm até maiores, fazendo proeminência à superfície e mostram liquido incolor no seu interior como demonstra as fotos. Seu conteúdo lembra a urina e a sua composição é comparável a mesma.