sábado, 22 de outubro de 2011

Coriza infecciosa das aves

É uma enfermidade respiratória, bastante comum no Brasil. Atinge aves de qualquer idade, linhagens, caracteriando-se por inflamações na mucosa nasal, seios nasais e conjuntiva ocular como mostra a fotografia  ao lado. Aves portadoras, saudáveis ou não são os principais reservatórios do agente etiológico que é o Avibacterium paragallinarum (Hemophilus gallinarum), podendo transmitir o agente durante longo tempo. A transmissão pode ocorrer por contacto directo com a secreção nasal de aves contaminadas, da inalação de partículas no ar contendo a bactéria ou da ingestão de água ou ração contaminadas. Pode ocorrer ainda a transmissão por meio de vectores, como insectos ou fômites. Em granja onde há aves de diferentes idades, ocupando o mesmo aviário, aumenta a possibilidade de disseminação do agente. Não há evidências de transmissão vertical. O agente transmissor tem baixa viabilidade fora da ave. À 37ºC morre em 24 horas, e a 45ºC morre em 6 minutos. Os sinais clínicos observados são: corrimento fluído nas vias nasais, catarro, conjuntivite muco purulento, edema da cabeça e ao redor dos olhos. Fechamento das pálpebras até destruição do globo ocular. Há diminuição da postura, eclosão e incubação. A morbidade é alta e mortalidade variável. pode-se observar edema de barbela, inapetência, asas caídas, etc. Há presença de estertores e respiração laboriosa. Sua ocorrência é mais no outono. O seu diagnóstico é difícil. Pode-se fazer inoculação em aves susceptíveis com material suspeito, aparecendo os sintomas. As lesões mais observadas são: exudato na mucosa bucal, nasal e ocular. Observa-se necrose esôfagica, rins edemaciados com depósitos de uratos. Pode-se observar também exudato muco purulento na traqueia e brônquios. Na prevenção recomenda-se adquirir aves isentas de problemas respiratórios e isolamento. Criar aves de faixa etárias diferentes em locais diferentes associados a um bom manejo. No tratamento pode-se usar sulfatiazol na base de 5 kg por tonelada de ração. Nas aves de piores sintomas pode-se usar estreptomicina na base de 200 mg intramuscular por ave e instilação nasal e ocular com substâncias anticépticas como água boricada a 2%.

2 comentários:

  1. Meu amigo Danilo é realmente difícil somente com estas informações, mas rapidamente imaginamos que não seja Coriza, pois me parece mais uma doença crônica que não seja Coriza devido a hipotrofia muscular observada por você, que é uma alteração que a gente tem de pensar no Complexo leucótico Marek. Se for o que estou pensando não tem tratamento especifico, mas você pode usar fazer uma desinfecção em seu galinheiro com formol a 5% por pulverização. Sinto muito, por não contribuir com uma ajuda mais eficiente, mas estou a sua disposição através do meu e-mail. Obrigado pela participação e fique com Deus. Fui...

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  2. Minha amiga se usou o medicamento e não funcionou deve levar um especialista no local para melhores observações. Fique com Deus. Fui..

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