quinta-feira, 22 de junho de 2017

Endometrite supurada hiperplásica em cadela

Aqui houve um acúmulo de pus no interior do útero companhado de alterações hiperplásicas da mucosa uterina onde observou-se cistos repletos de uma substancia aquosa incolor no interior como demonstrado na foto. Esta alteração se encontra com relativa frequência em cadelas mais velhas, onde há uma disfunção ovárica com aumento da secreção de progesterona. Geralmente este conteúdo uterino pode ser estéril ou eventualmente ter contaminação por bactérias piogênicas, principalmente a Escherichia coli. Os sintomas são normalmente os observados neste caso como anorexia, seguidos de depressão, polidipsia e poliuria e vômitos. Pode levar a uma fraqueza progressiva onde inclusive o animal não consegui ficar de pé.  

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cirrose hepática em cão

A etimologia da palavra cirrose provem do grego Kirrhós, que significa amarelo palha. Esta fotografia mostra um fígado que sofreu um processo degenerativo cronico progressivo caracterizado por: degeneração e necrose de hepatócitos, regeneração de hepatócitos, infiltração de tecido conjuntivo fibroso, e subversão da arquitetura do órgão, caracterizando portanto um cirrose hepática. Esta alteração morfofuncional do fígado tem como causa as mais variadas possíveis, dentre elas pode-se citar: deficiência de substâncias dietéticas (proteína), processo inflamatório do parênquima (hepatite), alcaloides do grupo pirrolidina, parasito, insultos tóxicos crônicos, obstrução biliar, e congestão passiva crônica do fígado devido uma esclerose cardíaca. Esta alteração patológica pode ter como consequência uma icterícia, cifras baixa de vitamina A, e pode deixar de inativar estrógenos, levando a uma hipotrofia testicular e ginecomastia. A cirrose pode ocorrer nas diferentes espécies domesticas, mais frequentemente no cão, no suíno, bovino e no cavalo. Macroscopicamente o órgão esta com seu talhe menor ao normal, endurecido e com nódulos na sua superfície assim com também em seu parênquima.  
  

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Pneumonia por Metaestrongylus em suíno

É um tipo especial de pneumonia que apresenta caracteres especiais. Sua localização é bronquial. Há presença de parasitos nos brônquios como mostra a fotografia ao lado e bronquíolos causando bronquite. A obstrução parcial pode causar enfisema tipo cunha, e a obstrução total pode causar atelectasia.
Estes parasitos provocam nos suínos a conhecida pneumonia por Metaestrongylus. Estes vermes em sua fase adulta parasitam os pequenos brônquios, onde determinam, além de bronquites, enfisema, atelectasia e às vezes até mesmo broncopneumonias, estas sobretudo quando as condições de nutrição do animal são precárias. Os parasitos adultos que medem poucos centímetros de comprimento, são encontrados na luz de pequenos brônquios, de permeio ao edema pulmonar como demonstra as fotos ao lado.
A presença do parasito nos pulmões determina uma irritação do epitélio das vias aéreas superiores, estimulando a produção de exsudato rico em eosinófilos, que levam ao broqueio dos brônquios, resultando em um processo de atelectasia dos alvéolos, principalmente na extremidade do órgão. Pode levar à serias complicações pulmonares como edema pulmonar, enfisema compensatório e bronquiectasia. Os sinais clínicos incluem respiração rápida e superficial, tosse constante, secreção nasal e temperatura elevada. O animal apresenta-se ativo, contudo, mostra dificuldade em se alimentar, devido aos distúrbios respiratórios. A evolução da doença é rápida e dentro de 24 horas, a dificuldade respiratória se torna bastante evidente.




quarta-feira, 31 de maio de 2017

Agenesia da cauda de um bovino

Também denominada anuria ou ausência da cauda, ou seja é a falta completa do desenvolvimento da mesma. Significa literalmente ausência de iniciação. É evidente que este distúrbio ocorre no embrião ou feto na vida intrauterina. Neste caso a cauda não vai fazer falta para o animal, no entanto que este animal é adulto e relativamente bem desenvolvido. Pode ter carácter genético ou hereditária. No bovino pode ocorrer no gado holandês, Jersey e outras raças leiteiras. Neste postamento verifico-se em uma vaca mestiça. 



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Abscesso no perimétrio de uma cadela

Observou-se no perimétrio de uma cadela da raça shitzu um nódulo de mais ou menos 05 mm de diâmetro, circunscrito encapsulado que ao cortar notou-se liquido branco acinzentado cremoso e pegajoso, sugerindo um abscesso.







quinta-feira, 25 de maio de 2017

Esofagite por corpo estranho em cão

A esofagite são relativamente raras e alguns autores supõem que a raridade de tal lesão seja devida a ser o esófago revestido por epitélio espesso e corneificado. A esofagite primária é rara, porem a esofagite secundaria pode desenvolver nos animais pequenos por feridas, vômitos prolongados, gastrites graves e como neste postamento em um cão Poodle por corpos estranhos no caso por uma placa metálica. As fotos demonstram uma esofagite necro ulcerativa com a placa metálica no local da lesão.  

Hipoplasia renal unilateral em um cão Poodle

Tem causas diversas onde observa-se uma diminuição do tamanho renal devido à uma diminuição do numero celular das células renais. Ocorre durante a embriogênese, portanto ainda no útero da mãe. A consequência é que o órgão ou parte dele são menores do que o normal como mostra as fotos, mas em geral conservam a arquitetura e todas as características gerais normais. Observar que o outro rim esta maior e bastante avermelhado, alteração esta denominada hipertrofia vicariante ou compensatória. Pode-se às vezes confundir com hipotrofia que é uma patologia após o nascimento do animal onde o rim nasceu do tamanho normal e por motivos vários diminui o seu tamanho devido a uma diminuição do volume celular onde inclusive pode voltar para o normal e não do numero celular como na hipoplasia que é uma lesão irreversível. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fibroma em pênis de um touro

Ocorre mais frequentemente, nas partes mais baixas dos membros, lábios, pálpebras, base das orelhas e prepúcio. Tem distribuição mundial, e afeta várias espécies bovinas. Acredita-se que a causa seja a infecção pelo Papiloma vírus. Alguns fatores como traumatismo, predisposição genética e  exposição ao vírus são fatores predisponentes para o seu aparecimento. Não há predileção por cor do animal nem estação do ano. Pode aparecer em qualquer parte do corpo. Alguns animais apresentam cura espontaneamente, sendo isso indicativo de resistência. É necessário distinguir este tumor das lesões da pele causada por parasito como Habronema. Neste caso a lesão é rica em eosinófilos. Também deve-se diferenciar do carcinoma epidermoide. O tumor geralmente é recidivante após a extirpação cirúrgica, chegando a 50% segundo (GENETZKY et al., 1983), sem, entretanto, dar metástase. Macroscopicamente são solitários ou múltiplos, de tamanho variável, pedunculados, papiliformes e ou fungoides. São duros e de cor brancacenta.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Adenoma hepático em cadela

Também chamados adenoma hepatocelular são geralmente simples, pequenos projetando-se como nódulos lisos, às vezes lobulados e às vezes pedunculados. São moles de cor marrom ou amarelado como mostra as fotos. A demarcação é mais ou menos nítida por capsula de tecido conjuntiva. 



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Pneumonia aguda fase congestiva em um pastor

É a fase inicial da pneumonia aguda onde há uma maior quantidade de sangue nos vasos pulmonares. Neste postamento observa-se uma área mais volumosa de coloração vermelho escura de consistência firme e hipocreptante.

Peritonite difusa aguda em uma cadela pit Bull

É a inflamação geral do peritôneo, que neste postamento encontrou-se uma mesenterite. Foi possivelmente resultado após uma interferência cirúrgica nesta cadela. Observou-se uma deposição de fibrina sob a forma de filamentos avermelhados ou amarelados na serosa como demonstrado nesta foto onde a serosa apresentava-se opaca, turva com um aspecto ligeiramente aveludado.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Pneumonia supurada embólica pulmonar em bezerro

É um tipo especial de pneumonia onde o pulmão é alvo dos diferentes tipos de êmbolos, em especial os êmbolos bacterianos que se instalam no órgão formando verdadeiros abscessos como mostra as fotos, disseminados inclusive na pleura, sendo bastante comum nos bovinos, ovinos, caprinos e suínos. Esta inflamação supurada também denominada supurativa é um tipo de inflamação cujo exsudato inflamatório é o pus que apresenta-se como um produto líquido de cor e consistência cremosa podendo ser fino e quase aquoso ou espesso e semissólido. Esta cor amarelo cremoso pode passar a azulado ou esverdeado se a Pseudomonas aeruginosa esta entre as bactérias infectantes. O que caracteriza o pus é a presença de numerosos neutrófilos.      



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Peritonite fibrinosa

Também chamada pseudo membranosa, diftérica ou cruposa, é um tipo de inflamação cujo exsudato predominante é a fibrina apesar de outros elementos do exsudato inflamatório possam estar presentes mesmo em menor grau. Este tipo de inflamação ocorre principalmente nas mucosas e serosas. Pode ser local ou generalizada, aguda ou cronica. Neste postamento observa-se uma peritonite fibrinosa aguda com todos os processos cardinais da inflamação presentes. Macroscopicamente no inicio do processo forma-se na superfície dos órgãos revestidos pelas serosas uma membrana de cor amarelo pálida, com perda de seu brilho e com aparência aveludada, e após o avançar do processo forma-se uma membrana brancacenta de material filamentoso que pode atingir até um centímetro de espessura, com superfície rugosa e estrias fibrinosas. A membrana de fibrina é às vezes densa e forma uma pseudomembrana (membrana falsa) amarela ou branca acentuadamente resistente. Esta inflamação fibrinosa geralmente é causada por um tipo mais violento de injuria, o qual provocou uma maior permeabilidade capilar. Os agentes etiológicos podem ser resultados de contaminações bacteriana depois de intervenções cirúrgicas, rutura traumática do estomago ou intestino, ou perfuração da parede abdominal. Pode também contaminar o peritôneo a rutura de um vólvulo, um segmento intestinal obstruído, um estomago retorcido, uma próstata que sofre abscesso, um útero infectado ou uma hernia encarcerada. É comum às vezes observar aderências entre os órgãos abdominais.  


sexta-feira, 31 de março de 2017

Hemangioma em cavalo

Os hemangiomas são neoplasias das células endoteliais dos vasos sanguíneos que podem localizar-se no tecido subcutâneo. Geralmente se apresentam como massa unica com frequência nos membros ou no baço. Macroscopicamente esta neoplasia é uma massa esponjosa encapsulada que tem uma superfície de corte vermelho escuro enegrecida medindo de 3 a 5 cm de diâmetro. como demonstrado nas fotos ao lado. Estes tumores são de crescimento lento. Não dão metástase e a incisão cirúrgica é curativa. Podem acometer também gatos, bovinos, ovinos e suínos. Os animais jovens são mais acometidos.   

segunda-feira, 20 de março de 2017

Hidronefrose em um cão

É o aumento cístico do rim devido à obstrução do fluxo urinário. A urina acumula-se na pelve renal, comprimindo o parênquima do órgão levando à uma hipotrofia da medular renal. Como mostra a foto ao lado, observa-se variados graus da lesão, desde uma simples dilatação da pelve e cálices renais até a formação de varias bolsas, formadas pela capsula renal, cujo parênquima do órgão está comprimido e hipotrofiado, sujeito ao desaparecimento total. A hidronefrose é comum nos diferentes animais domésticos e particularmente frequente no suíno e no cão. Quando a oclusão urinária está localizada nas porcões inferiores do trato urinário, o ureter pode mostra-se distendido por liquido urinário  e denomina-se hidro ureter. Entre os fatores responsabilizados por esta alteração devem ser mencionados os cálculos dos ureteres, da bexiga e da uretra, assim como parasitos do trato urinário como Dioctophyme renal e, em condições excepcionais, o Stephanurus dentatus, os tumores do bacinete, as estenoses, os traumatismos e as inflamações dos ureteres. A insuficiência renal e a uremia constituem as consequências mais importantes da hidronefrose. Esta alteração pode ser uni ou bilateral. 

terça-feira, 14 de março de 2017

Cistite fibrinosa em um cão

Em circunstancias normais a bexiga é resistente à infecção, e as bactérias se eliminam rapidamente pelo fluxo natural da urina normal. Sem duvida, a predisposição da infecção aparece quando se produz retenção urinaria, ou o revestimento da bexiga se traumatiza. Em muitos casos atuam ambos mecanismos predisponentes. Daí pode-se deduzir que as causas mais importantes na predisposição serão aquelas que motivam obstrução do fluxo urinário ou paralisia primaria da bexiga. As causas diretas usuais são as bactérias que penetram através da uretra, ainda que pode produzir a infecção descendente como sucede nos abscessos renais. Diversas bactérias podem estar implicadas como a Escherichia coli, proteus vulgaris, estreptococos e estafilococos. O Corinebacterium renal é importante nas vacas e porcas. Neste postamento observa-se na foto que a mucosa mostra-se recoberta de crostas espessas, de coloração amarelada, as quais são ora superficiais e facilmente destacáveis, ora profundas e firmemente aderentes à mucosa mostrando portanto que sugere uma cistite fibrinosa. As cistite s podem ser agudas ou cronicas, porém há uma considerável superposição tanto nas lesões como nas suas causas.    

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Nefrite cronica em uma cadela velha

A persistência do agente lesivo por semanas ou anos, é um estimulo constante para a reação inflamatória. Geralmente é provocada por irritantes de baixa intensidade e quando a resistência do organismo é alta. Aqui os sinais cardeais da inflamação são presentes mas não tão evidentes como nos processos agudos. Na nefrite cronica a proliferação de fibroblastos dá origem a uma diminuição do tamanho do rim como mostra as fotos ao lado, e com isto observa-se aderência da sua capsula ao órgão devido à fibroplasia, sendo observado um rim com aspecto granuloso, pela ocorrência de múltiplos e pequenos focos de retração (pequeno rim granuloso) fenômeno conhecido  no cão. Esta proliferação do tecido conjuntivo denota um processo reparador iniciado, porém não terminado. Esta nefrite só é cronica se há presença de tecido conjuntivo maduro como consequência dela como mostra a aderência da capsula ao órgão. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Lipocromos ou carotenose em uma novilha Jersey

O grupo de pigmentos conhecidos como lipocromos tem este nome devido a sua solubilidade nas gorduras. São também chamados pigmentos carotenoides devido suas relações químicas com os carotenos vegetais. Todos tem cor amarelo-esverdeada. Ocorrem normalmente nas células adiposas de bovinos da raça Jersey e Guernsey, que são acentuadamente amarelas como a raça deste postamento. Patologicamente o mesmo tipo de pigmento ocorre em pequenos tumores conhecidos como xantomas. Segundo alguns autores estes tumores não são verdadeiros neoplasmas, mas parecem ser antes um distúrbio metabólico do sistema monocítico fagocitário. Os lipocromos são visíveis macroscopicamente porque são solúveis e de cor difusa não acentuada. Este pigmento pode dar uma coloração acentuada amarela no fígado, fato este que não foi observado neste animal. Em tais casos, presumi-se que o caroteno não é metabolizado devido a alguma lesão tóxica nas células hepáticas. O fígado com icterícia por obstrução tem um aspecto semelhante. A diferenciação entre carotenose hepática e a icterícia pode se fazer tomando fragmentos do fígado e colocando-os em mistura de água e éter. Após agitar bem nota-se que o éter, como é mais leve, fica na porção superior com cor amarela se for caroteno, e pelo contrario, se houver icterícia, a água é que ficará corada pela bilirrubina.