segunda-feira, 24 de julho de 2017

Carcinoma espino celular do olho dos bovinos

Também pode ser chamado de "câncer dos olhos" é uma neoplasia comum e em alguns países como Estados Unidos apresenta grande importância econômica. Segundo Moulton nos Estados Unidos a incidência deste tumor ocular chegou a ser superior a cinco por cento. Este tumor já foi relatado em quase todos os países do mundo inclusive no Brasil. Quanto a etiologia, parece que o tumor não esta associado a traumatismos, irritações, fotossensibilização ou algum processo inflamatório. A suspeita maior é de que a neoplasia tenha como causa um agente transmissível, entretanto não está provado. A hereditariedade é um fator a ser considerado como agente etiológico. Na verdade a sua etiologia é multifatorial. A falta de pigmentação da pálpebra pode ser um fator predisponente e de certa importância econômica na indução do tumor. A despigmentação em torno dos olhos na raça Hereford é suspeitado como um fator predisponente daí a maior incidência nesta raça do que nas outras. É mais comum em animais adultos acima de 5 anos. Macroscopicamente ele é denominado carcinoma invasor, geralmente grande e com fixação nas pálpebras, podendo invadir a camada anterior ou posterior do olho, assim como pode invadir os ossos orbitais, maxilares e parte orbital do osso frontal. Pode estar na membrana nictitante e córnea, podendo às vezes a esclerótica. É evidente como mostra as fotos apresentar alterações como necrose, hemorragia, inflamações e ulcerações.        



domingo, 23 de julho de 2017

Hemotórax e hidrotórax.

Observando as duas fotos, onde uma na qual tem-se o hemotórax que consiste na presença de sangue coagulado na cavidade pleural tendo como consequência ser devido à rutura de vasos. Na outra foto observa-se o hidrotórax que é o acumulo exagerado de liquido com características de transudado na cavidade pleural causado por insuficiência cardíaca congestiva, neoplasia, anemia cronica e caquexia e insuficiência renais.  

sábado, 22 de julho de 2017

Tuberculose pulmonar bovina

Antigamente também chamada tísica, pois nem sempre esta doença apresenta uma lesão granulomatosa ou em forma de tubérculo. É tipicamente uma doença infecciosa cronica, ou seja é uma inflamação produtiva específica nodular, mais ou menos delimitada, onde as principais células reagentes pertencem ao sistema monocítico fagocitário antigamente chamado sistema histiocitário. é a mais importante nos animais domésticos. Causada quase que exclusivamente pelo bacilo do tipo bovino, mas pode ocorrer infecção com o tipo humano e aviário. As vias de infecção mais comuns dos bovinos são respiratória e alimentar. Esta enfermidade pode ser adquirida por inalação ou ingestão, e evidentemente que a localização do complexo primário depende da via de infecção. A maioria dos bovinos adquire a infecção após 6 meses a 1 ano de idade ou mais. Nestes, a chamada infecção do adulto, a maioria das lesões ocorre nos linfonodos retrofaringeano, mediastínico e brônquicos. O agente da tuberculose é um bacilo álcool ácido resistente, pertencendo ao gênero Micobacterium, com as seguintes espécies da maior importância como M. tuberculosis variedade hominis, M. tuberculoses variedade Bovis e M. tuberculosis avium. O aspecto macroscópico de um tubérculo é geralmente de um nódulo firme ou duro, de cor brancacenta, cinzento ou amarelado, de um milimetro a três centímetros de diâmetro, mas podem formar tubérculos maiores conglomerado por crescimento e fusão de um ou mais tubérculos adjacentes. A superfície de corte é amarelada, caseosa, com centro necrótico, seco e sólido, e às vezes como mostra a foto com presença de pus dos abscessos. É comum a mineralização e ao corte o tubérculo tem-se a sensação de areia e um som peculiar que indica a presença de material calcário. Esta lesão às vezes pode ocorrer principalmente nos linfonodos do mediatino como mostra a foto, inclusive podendo disseminar nas serosas, principalmente pleura e peritôneo.   

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Hipertrofia ou dilatação cardíaca.

O coração sadio pode sofrer hipertrofia, mas se ele estiver doente como qualquer alteração regressiva ocorrendo jamais vai hipertrofiar, mas sim dilatar (coração sem abrir). Observa-se três tipos de hipertrofia cardíaca: esta do postamento que é a hipertrofia concêntrica onde há observação da diminuição da câmara cardíaca ventricular, a hipertrofia excêntrica onde observa-se hipertrofia coexistindo ao mesmo tempo com a dilatação e por ultimo a hipertrofia simples onde observa-se somente o aumento da espessura das paredes ventriculares ou dos átrios.  

Dilatação cardiaca

Esta alteração faz parte dos distúrbios orgânico do coração que são três a saber: dilatação, hipertrofia e insuficiência cardíaca. Aqui neste postamento trata-se da dilatação que caracteriza -se pela alteração na na forma do coração como demonstrado as duas fotos ao lado. O coração normalmente tem maior diâmetro longitudinal  em relação ao transversal. Na dilatação observa-se que o o diâmetro transversal esta próximo do longitudinal, podendo inclusive estar maior, e o órgão então torna-se globoso e flácido. Esta alteração tem como consequência uma maior produção de energia de maneira que durante certo tempo o próprio coração pode compensar sua debilidade. é evidente que a intensidade da circulação em animais com dilatação quase sempre é sub-normal, ou seja estes animais podem não apresentar sintomatologia devido à compensação, entretanto ela tem limites, pois quando excessiva pode ser observada. Muitas das vezes esta alteração pode ser responsável por óbito súbito do animal. Qualquer câmara cardíaca pode se dilatar, mas é mais comum a do ventrículo como mostra as fotos. Na dilatação aguda observa-se que na musculatura ventricular o endocárdio ventricular esta com suas paredes musculares normais, e na dilatação cronica há uma diminuição da musculatura cardíaca.   

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vários cistos em vários suínos

Três tipos de cistos renais são conhecidos: os cistos solitários ou únicos, os cistos múltiplos que constituem os rins policísticos e os cistos de retenção. As duas primeiras variedades de cistos são alterações congênitas, mas os cistos de retenção constituem lesão adquirida. Os cistos solitários são bastantes frequentes nos suínos como demonstra este postamento, podendo também ocorrer em bovinos, cães e raramente em gatos. Macroscopicamente o tamanho destes cistos são entre 1 e 2 cm até maiores, fazendo proeminência à superfície e mostram liquido incolor no seu interior como demonstra as fotos. Seu conteúdo lembra a urina e a sua composição é comparável a mesma.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Colangiocarcinoma

Também chamado carcinoma dos ductos biliares. Sua incidência é relativamente baixa e as especies mais afetadas são os cães, bovinos, carneiros e gatos. É mais observado em animais idosos. Esta neoplasia pode aparecer como em crescimento solitário, maciço,ou como múltiplos nódulos de vários tamanhos, desde milimétricos até centimétricos como demonstrado nas fotos. Devido a frequência de sua múltipla localização este tumor pode ser facilmente confundido com metástases de carcinoma intestinal. Geralmente não é encapsulado. Os nódulos são arredondados, ovoides ou fungiformes embora seu contorno seja algumas vezes indistinto devido ao seu carácter invasor.        



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Endometrite supurada hiperplásica em cadela

Aqui houve um acúmulo de pus no interior do útero companhado de alterações hiperplásicas da mucosa uterina onde observou-se cistos repletos de uma substancia aquosa incolor no interior como demonstrado na foto. Esta alteração se encontra com relativa frequência em cadelas mais velhas, onde há uma disfunção ovárica com aumento da secreção de progesterona. Geralmente este conteúdo uterino pode ser estéril ou eventualmente ter contaminação por bactérias piogênicas, principalmente a Escherichia coli. Os sintomas são normalmente os observados neste caso como anorexia, seguidos de depressão, polidipsia e poliuria e vômitos. Pode levar a uma fraqueza progressiva onde inclusive o animal não consegui ficar de pé.  

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cirrose hepática em cão

A etimologia da palavra cirrose provem do grego Kirrhós, que significa amarelo palha. Esta fotografia mostra um fígado que sofreu um processo degenerativo cronico progressivo caracterizado por: degeneração e necrose de hepatócitos, regeneração de hepatócitos, infiltração de tecido conjuntivo fibroso, e subversão da arquitetura do órgão, caracterizando portanto um cirrose hepática. Esta alteração morfofuncional do fígado tem como causa as mais variadas possíveis, dentre elas pode-se citar: deficiência de substâncias dietéticas (proteína), processo inflamatório do parênquima (hepatite), alcaloides do grupo pirrolidina, parasito, insultos tóxicos crônicos, obstrução biliar, e congestão passiva crônica do fígado devido uma esclerose cardíaca. Esta alteração patológica pode ter como consequência uma icterícia, cifras baixa de vitamina A, e pode deixar de inativar estrógenos, levando a uma hipotrofia testicular e ginecomastia. A cirrose pode ocorrer nas diferentes espécies domesticas, mais frequentemente no cão, no suíno, bovino e no cavalo. Macroscopicamente o órgão esta com seu talhe menor ao normal, endurecido e com nódulos na sua superfície assim com também em seu parênquima.  
  

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Pneumonia por Metaestrongylus em suíno

É um tipo especial de pneumonia que apresenta caracteres especiais. Sua localização é bronquial. Há presença de parasitos nos brônquios como mostra a fotografia ao lado e bronquíolos causando bronquite. A obstrução parcial pode causar enfisema tipo cunha, e a obstrução total pode causar atelectasia.
Estes parasitos provocam nos suínos a conhecida pneumonia por Metaestrongylus. Estes vermes em sua fase adulta parasitam os pequenos brônquios, onde determinam, além de bronquites, enfisema, atelectasia e às vezes até mesmo broncopneumonias, estas sobretudo quando as condições de nutrição do animal são precárias. Os parasitos adultos que medem poucos centímetros de comprimento, são encontrados na luz de pequenos brônquios, de permeio ao edema pulmonar como demonstra as fotos ao lado.
A presença do parasito nos pulmões determina uma irritação do epitélio das vias aéreas superiores, estimulando a produção de exsudato rico em eosinófilos, que levam ao broqueio dos brônquios, resultando em um processo de atelectasia dos alvéolos, principalmente na extremidade do órgão. Pode levar à serias complicações pulmonares como edema pulmonar, enfisema compensatório e bronquiectasia. Os sinais clínicos incluem respiração rápida e superficial, tosse constante, secreção nasal e temperatura elevada. O animal apresenta-se ativo, contudo, mostra dificuldade em se alimentar, devido aos distúrbios respiratórios. A evolução da doença é rápida e dentro de 24 horas, a dificuldade respiratória se torna bastante evidente.




quarta-feira, 31 de maio de 2017

Agenesia da cauda de um bovino

Também denominada anuria ou ausência da cauda, ou seja é a falta completa do desenvolvimento da mesma. Significa literalmente ausência de iniciação. É evidente que este distúrbio ocorre no embrião ou feto na vida intrauterina. Neste caso a cauda não vai fazer falta para o animal, no entanto que este animal é adulto e relativamente bem desenvolvido. Pode ter carácter genético ou hereditária. No bovino pode ocorrer no gado holandês, Jersey e outras raças leiteiras. Neste postamento verifico-se em uma vaca mestiça. 



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Abscesso no perimétrio de uma cadela

Observou-se no perimétrio de uma cadela da raça shitzu um nódulo de mais ou menos 05 mm de diâmetro, circunscrito encapsulado que ao cortar notou-se liquido branco acinzentado cremoso e pegajoso, sugerindo um abscesso.







quinta-feira, 25 de maio de 2017

Esofagite por corpo estranho em cão

A esofagite são relativamente raras e alguns autores supõem que a raridade de tal lesão seja devida a ser o esófago revestido por epitélio espesso e corneificado. A esofagite primária é rara, porem a esofagite secundaria pode desenvolver nos animais pequenos por feridas, vômitos prolongados, gastrites graves e como neste postamento em um cão Poodle por corpos estranhos no caso por uma placa metálica. As fotos demonstram uma esofagite necro ulcerativa com a placa metálica no local da lesão.  

Hipoplasia renal unilateral em um cão Poodle

Tem causas diversas onde observa-se uma diminuição do tamanho renal devido à uma diminuição do numero celular das células renais. Ocorre durante a embriogênese, portanto ainda no útero da mãe. A consequência é que o órgão ou parte dele são menores do que o normal como mostra as fotos, mas em geral conservam a arquitetura e todas as características gerais normais. Observar que o outro rim esta maior e bastante avermelhado, alteração esta denominada hipertrofia vicariante ou compensatória. Pode-se às vezes confundir com hipotrofia que é uma patologia após o nascimento do animal onde o rim nasceu do tamanho normal e por motivos vários diminui o seu tamanho devido a uma diminuição do volume celular onde inclusive pode voltar para o normal e não do numero celular como na hipoplasia que é uma lesão irreversível. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fibroma em pênis de um touro

Ocorre mais frequentemente, nas partes mais baixas dos membros, lábios, pálpebras, base das orelhas e prepúcio. Tem distribuição mundial, e afeta várias espécies bovinas. Acredita-se que a causa seja a infecção pelo Papiloma vírus. Alguns fatores como traumatismo, predisposição genética e  exposição ao vírus são fatores predisponentes para o seu aparecimento. Não há predileção por cor do animal nem estação do ano. Pode aparecer em qualquer parte do corpo. Alguns animais apresentam cura espontaneamente, sendo isso indicativo de resistência. É necessário distinguir este tumor das lesões da pele causada por parasito como Habronema. Neste caso a lesão é rica em eosinófilos. Também deve-se diferenciar do carcinoma epidermoide. O tumor geralmente é recidivante após a extirpação cirúrgica, chegando a 50% segundo (GENETZKY et al., 1983), sem, entretanto, dar metástase. Macroscopicamente são solitários ou múltiplos, de tamanho variável, pedunculados, papiliformes e ou fungoides. São duros e de cor brancacenta.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Adenoma hepático em cadela

Também chamados adenoma hepatocelular são geralmente simples, pequenos projetando-se como nódulos lisos, às vezes lobulados e às vezes pedunculados. São moles de cor marrom ou amarelado como mostra as fotos. A demarcação é mais ou menos nítida por capsula de tecido conjuntiva. 



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Pneumonia aguda fase congestiva em um pastor

É a fase inicial da pneumonia aguda onde há uma maior quantidade de sangue nos vasos pulmonares. Neste postamento observa-se uma área mais volumosa de coloração vermelho escura de consistência firme e hipocreptante.

Peritonite difusa aguda em uma cadela pit Bull

É a inflamação geral do peritôneo, que neste postamento encontrou-se uma mesenterite. Foi possivelmente resultado após uma interferência cirúrgica nesta cadela. Observou-se uma deposição de fibrina sob a forma de filamentos avermelhados ou amarelados na serosa como demonstrado nesta foto onde a serosa apresentava-se opaca, turva com um aspecto ligeiramente aveludado.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Pneumonia supurada embólica pulmonar em bezerro

É um tipo especial de pneumonia onde o pulmão é alvo dos diferentes tipos de êmbolos, em especial os êmbolos bacterianos que se instalam no órgão formando verdadeiros abscessos como mostra as fotos, disseminados inclusive na pleura, sendo bastante comum nos bovinos, ovinos, caprinos e suínos. Esta inflamação supurada também denominada supurativa é um tipo de inflamação cujo exsudato inflamatório é o pus que apresenta-se como um produto líquido de cor e consistência cremosa podendo ser fino e quase aquoso ou espesso e semissólido. Esta cor amarelo cremoso pode passar a azulado ou esverdeado se a Pseudomonas aeruginosa esta entre as bactérias infectantes. O que caracteriza o pus é a presença de numerosos neutrófilos.      



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Peritonite fibrinosa

Também chamada pseudo membranosa, diftérica ou cruposa, é um tipo de inflamação cujo exsudato predominante é a fibrina apesar de outros elementos do exsudato inflamatório possam estar presentes mesmo em menor grau. Este tipo de inflamação ocorre principalmente nas mucosas e serosas. Pode ser local ou generalizada, aguda ou cronica. Neste postamento observa-se uma peritonite fibrinosa aguda com todos os processos cardinais da inflamação presentes. Macroscopicamente no inicio do processo forma-se na superfície dos órgãos revestidos pelas serosas uma membrana de cor amarelo pálida, com perda de seu brilho e com aparência aveludada, e após o avançar do processo forma-se uma membrana brancacenta de material filamentoso que pode atingir até um centímetro de espessura, com superfície rugosa e estrias fibrinosas. A membrana de fibrina é às vezes densa e forma uma pseudomembrana (membrana falsa) amarela ou branca acentuadamente resistente. Esta inflamação fibrinosa geralmente é causada por um tipo mais violento de injuria, o qual provocou uma maior permeabilidade capilar. Os agentes etiológicos podem ser resultados de contaminações bacteriana depois de intervenções cirúrgicas, rutura traumática do estomago ou intestino, ou perfuração da parede abdominal. Pode também contaminar o peritôneo a rutura de um vólvulo, um segmento intestinal obstruído, um estomago retorcido, uma próstata que sofre abscesso, um útero infectado ou uma hernia encarcerada. É comum às vezes observar aderências entre os órgãos abdominais.