É um processo inflamatório supurado cronico encapsulado de localização na região do pescoço e outras regiões cuja perdas industriais nos matadouros são enormes. São variadas as suas etiologias desde traumáticas e por contaminação de germens, e principalmente como observadas neste postamento que é devido a traumatismos pós vacinais. Geralmente são achados acidentais de matadouros.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Enfarte anêmico em um cão
Enfarte é uma área de necrose coagulativa circunscrita consequente a obliteração súbita de um vaso sanguíneo que irriga uma região sem adequada circulação colateral. Os enfartes são geralmente devido a interferência com a circulação arterial mas podem ser produzidos por obstrução venosa. Os enfartes são classificados segundo sua aparência em enfartes brancos ou anêmicos ou isquêmicos como o caso deste postamento e vermelhos ou hemorrágicos. Estas designações referem-se a lesão plenamente constituída. Em suas fases iniciais, praticamente todos os enfartes são vermelhos devido a hiperemia e a hemorragia de intensidade variável, que inunda a área enfartada. Neste caso do enfarte anêmico são geralmente exangue a e resultam de obstrução arterial em órgãos com circulação fisiologicamente terminal, tais como neste caso os rins, e também coração, baço e cérebro. A etiologia dos enfartes geralmente estão relacionadas mais frequentemente com as embolias e tromboses. Macroscopicamente a maioria dos enfartes tem forma de cone com o ápice no ponto da embolia ou da trombose e com a base na superfície do órgão com mostra a foto neste rim. Este enfarte anêmico tende a ser ligeiramente deprimido e quando cortados mostra então a forma de uma cunha. Os enfartes renais são frequentes e são quase sempre anêmicos. Vias de regra são achados de necropsia. Podem ser múltiplos. Sua cicatrização frequentemente deixa uma depressão fibrosa como mostra a foto deste rim.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Cirrose hepática em bovinos
A etimologia da palavra cirrose provem do grego Kirrhós, que significa amarelo palha. Estas fotografias mostram fígados de bovinos de matadouro que sofreram processo degenerativo cronico progressivo caracterizado por: degeneração e necrose de hepatócitos, regeneração de hepatócitos, infiltração de tecido conjuntivo fibroso, e subversão da arquitetura do órgão, caracterizando portanto um cirrose hepática. Esta alteração morfofuncional do fígado tem como causa as mais variadas possíveis, dentre elas pode-se citar: deficiência de substâncias dietéticas (proteína), processo inflamatório do parênquima (hepatite), alcaloides do grupo pirrolidina, parasito, insultos tóxicos crônicos, obstrução biliar, e congestão passiva crônica do fígado devido uma esclerose cardíaca. Esta alteração patológica pode ter como consequência uma icterícia, cifras baixa de vitamina A, e pode deixar de inativar estrógenos, levando a uma hipotrofia testicular e ginecomastia em machos. A cirrose pode ocorrer nas diferentes espécies domesticas, mais frequentemente no cão, no suíno, bovino e no cavalo. Macroscopicamente o órgão esta com seu talhe menor ao normal, endurecido e com nódulos na sua superfície assim com também em seu parênquima.
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