Nestes tipos de hemorragias
gástricas o coágulo sanguíneo acumula-se na cavidade gástrica como demonstrado
na foto. Geralmente aparecem na ruptura do estomago, nos traumatismos do órgão
por corpos estranhos ou por alimentos muito duros. Como nesta grande hemorragia
gástrica onde o sangue foi atacado pelo suco gástrico o coágulo toma o aspecto de
chocolate ou de borra de café. No estomago deste cão onde não se observou
nenhuma lesão acredita-se que ele pode provir de sangue ingerido com algum
alimento ou da própria boca ou do esôfago do animal.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Dermatomicose ou Tinha em bovino
Também denominada Tinha ou tricofitose, sendo a causa mais frequente o Trichophyton verrucosum. Devido ao estreito contato mantido entre os animais domésticos e os humanos, a dermatomicose destes animais representa importantes zoonoses. Esta doença tem distribuição mundial, sendo mais comum em locais de clima tropical e temperado, principalmente em regiões quentes e úmidas. Ataca diversas espécies de animais, como os bovinos, equinos, ovinos, suínos, cães, gatos, aves, animais silvestres e o homem. A forma mais comum de contaminação é através do contato direto entre animais infectados e animais sadios, no entanto os esporos dos fungos podem estar presentes em diversos locais, como cercas, cochos e postes. O período de incubação pode variar de uma a quatro semanas. As manifestações clínicas ocorrem geralmente na cabeça, pescoço e períneo e, caso não seja iniciado um tratamento adequado, pode se alastrar para outras regiões do corpo. As lesões se caracterizam por serem circulares, circunscritas, com diâmetro variando de 1 a 3 centímetros, podendo estar sem pelos ou com a presença de uma crosta acinzentada ou amarronzada como mostra as fotos deste postamento. Inicialmente, a superfície abaixo da crosta apresenta-se úmida e hemorrágica, mas após as crostas caírem à lesão apresenta-se seca e sem pelos. Geralmente, apenas os achados clínicos são suficientes para se obter um diagnóstico. No entanto, sua confirmação pode ser feita através de exames laboratoriais, como: raspado, biópsia ou cultura da pele. Quando se realiza o raspado de pele, este deve ser feito nos bordos das lesões e enviados ao laboratório em envelopes.
terça-feira, 1 de outubro de 2019
Cirrose hepática portal em suíno.
A etimologia da palavra é um pouco
controvertida que provém do grego kirrhos, que significa amarelo palha. Tem as
mais variadas causas. A hipertensão portal é definida como um aumento anormal
da pressão sanguínea na veia porta (a veia de grande calibre que transporta o
sangue do intestino ao fígado) e suas ramificações. A hipertensão portal pode
levar a um abdome inchado, ou seja ascite, desconforto abdominal, confusão e
sangramento no sistema digestório. A
etiologia também pode ser por deficiência
de substâncias dietéticas (proteínas) processo inflamatória obstrução biliar,
insultos tóxicos crônicos, alcaloides do grupo pirrolizipina, parasitos. Nesta
cirrose deste suíno ela foi classificada em portal, central ou cardíaca, levando,
portanto, a uma ascite como o próprio nome indica a origem de uma insuficiência
cárdica crônica. O aspecto macroscópico em grandes números de casos, o fígado
cirrótico apresenta um telhe inferior ao normal como mostra as fotos. O órgão
apresenta-se com volume inferior ao normal como dito, e endurecido, tornando-se
difícil a penetração do dedo através da capsula ou o corte do órgão. A cirrose
portal é das mais frequentes nos animais e corresponde quase sempre às formas
hipotróficas. O tecido conjuntivo neoformado vem a se localizar nos espaços
porta. Frequentemente se complica como neste caso aparecendo ascite, daí ser
também denominada ascitógena por alguns patologistas.
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